dAssociação Portuguesa de Deficientes |
..::ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES::.. |
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..::VIDA AUTÓNOMA::.. |
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A Vida Autónoma significa no essencial o direito das pessoas com deficiência a decidirem sobre as suas próprias vidas. Mas para que todas as pessoas sejam livres de optar, por exemplo, entre viver nas suas próprias casas ou viver em instituições, há um conjunto de condições que têm de ser asseguradas e que incluem educação, emprego, habitação acessível, transportes acessíveis, meio ambiente livre de barreiras, em suma, uma sociedade pensada e construída para todos. Mas, o conceito de Vida Autónoma vai mais longe. Significa também as pessoas com deficiência dirigirem e controlarem serviços que integrem a assistência pessoal, técnica e informativa, formação sobre a igualdade da deficiência, apoio psicológico e aconselhamento. Nesta perspectiva foram criados Centros de Vida Autónoma, o primeiro dos quais surgiu em Berkeley, nos Estados Unidos. Em meados dos anos 80 havia mais de 100 CVAs nos Estados Unidos. Em breve, as pessoas com deficiência na Europa se aperceberam da importância deste movimento, tendo começado a estabelecer os seus próprios programas de vida autónoma. A Vida Autónoma foi a catalisador do Movimento de Pessoas com Deficiência na luta pelos direitos humanos e civis. Tem contribuído para dotar as pessoas com deficiência com as ferramentas necessárias para controlar e dirigir as suas vidas e exigir o cumprimento dos instrumentos de direitos humanos, nacionais e internacionais. A Vida Autónoma assegura a opção com a finalidade da participação em condições de igualdade na sociedade, e a oportunidade de as pessoas com deficiência tomarem decisões autónomas e activas acerca da sua forma de vida. "O fundamento para apoiar a vida independente, autónoma e autodeterminada das pessoas com deficiência necessita de um tratamento repensado com utilização diferente de recursos: para contrariar os fins médicos e de caridade de intervenção do estado e das municipalidades é preciso desenvolver acções dirigidas à pessoa e apoiar projectos para a vida autónoma. Para as pessoas com deficiência física ou sensorial ou com dificuldades de aprendizagem ou com deficiência mental recusamos a institucionalização, que viola os direitos civis. Alcançar o nível ideal da vida autónoma nos mesmos locais, com os mesmos recursos e com os mesmos padrões significa uma melhor qualidade de vida" Giampiero Griffo, Presidente da DPI-Europa.
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..::Contra a discriminação pela igualdade de direitos::.. |