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ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES DA APD

no dia 28 de Junho de 2013
ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES DA APD

 

ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES DA APD
“Organizar, resistir e incluir”

CONCLUSÕES

21 e 22 de Outubro de 2006

Hotel Cristal – Praia da Vieira – Marinha Grande


ÍNDICE

1. OBJECTIVOS DO ENCONTRO

2. PONTOS DE PARTIDA DOS GRUPOS DE TRABALHO

3. PRINCIPAIS CONCLUSÕES


1. OBJECTIVOS DO ENCONTRO

É considerado como um instrumento institucional da Associação Portuguesa de Deficientes a promoção do diálogo e o intercâmbio de experiências entre os seus dirigentes, tenham eles uma intervenção de âmbito nacional, distrital ou local. Constitui objectivo da Direcção Nacional criar dinâmicas organizacionais que permitam estimular esta cultura democrática de participação colectiva, num processo de reflexão interna em que todos sem excepção, possam e devam participar, na avaliação e definição da acção, sinalizando as potencialidades e as debilidades da estrutura, os meios a mobilizar, considerando o papel fundamental e incontornável da nossa organização na sociedade portuguesa, em matéria de defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

A contemporaneidade com que estamos confrontados exige uma intervenção cada vez mais atenta e competente, a todos os níveis, da sociedade, em geral, e das suas organizações, em particular, enquanto parceiros para o desenvolvimento e agentes motores da transformação da sociedade portuguesa.

Assim, e perante o contexto acima descrito, o Encontro Nacional de Dirigentes da APD deve procurar promover uma discussão aberta de avaliação sobre o que tem sido a acção da APD a nível nacional e regional e, feita esta análise objectiva de consciência colectiva, traçou um projecto que se pretende para a nossa organização.


2. PONTOS DE PARTIDA DOS GRUPOS DE TRABALHO

Não pretendendo limitar o âmbito da discussão, a Comissão Organizadora do Encontro propôs, com a intenção de constituir um ponto de partida para a discussão no seio dos grupos de trabalho, os temas:

 Caracterização/Desenvolvimento estrutural
• Quais são as principais actividades desenvolvidas pela Delegação?
• Quais as principais insuficiências das estruturas regionais existentes?
• Quais são as principais fontes de financiamento da Delegação?
• Haverá outras formas de financiamento? Quais?
• Quais os índices de satisfação dos nossos sócios relativamente ao nosso trabalho?
• Como aumentar a dinâmica de mobilização dos nossos associados?
• Será oportuno encetarmos um processo de revisão estatutária da APD?

 Capacitação/Liderança
• Qual o perfil dos dirigentes da nossa organização?
• Que mecanismos haverá para recrutamento de novos dirigentes?
• Temos atingido os nossos objectivos? Com que qualidade e eficácia?
• Quais os bloqueios e as barreiras comunicacionais e funcionais existentes no actual modelo estrutural da APD?

 Intervenção/Impacto Social
• Como é que o nosso trabalho se tem reflectido qualitativamente nas vidas das pessoas com deficiência em Portugal?
• Como atrair e mobilizar a sociedade portuguesa para a nossa causa?


3. PRINCIPAIS CONCLUSÕES

 Caracterização/Desenvolvimento estrutural

O desenvolvimento organizacional é um processo em constante mutação, contudo assente nos princípios que os Estatutos estipulam. As mudanças que se operam na organização do trabalho, advêm, não só da nossa própria evolução enquanto pessoas, mas também dos estímulos e exigências que nos chegam do exterior. Daqui decorre a necessidade de um diagnóstico e uma análise permanente das condições em que operamos, tendo em conta os diversos factores internos e externos com os quais nos confrontamos, de forma a podermos traçar a nossa actividade, com objectividade e rigor.

1. A intervenção, tal como definem os Estatutos, é um princípio do qual não podemos abdicar.

2. A ausência de uma participação continuada na vida da comunidade conduz ao esquecimento. É através da dinâmica e visibilidade das nossas acções que se cimenta o nosso reconhecimento enquanto parceiros credíveis.

3. Actualmente o financiamento é preferencialmente atribuído através de projectos. Transpor para projectos parcelares os nossos objectivos estatutários é o desafio que nos é lançado. É possível fazê-lo e a Direcção Nacional está sempre disponível para dar o seu contributo.

4. Os projectos elaborados pela Associação devem merecer uma avaliação cuidada e, caso envolvam parcerias e apoios externos, ser dada a conhecer às respectivas entidades.

5. A opção pelo tipo de actividades que desenvolvemos deve ser sempre bem reflectida para não nos afastarmos daquele que é o objectivo fundamental da nossa Associação: a defesa dos direitos humanos das pessoas com deficiência. Teremos de ter sempre presente, que os serviços que possamos prestar aos sócios têm carácter transitório, já que a nossa luta tem por finalidade garantir que as pessoas com deficiência possam aceder aos equipamentos, bens e serviços da comunidade, em igualdade de oportunidades às que são asseguradas aos restantes cidadãos.

6. A realidade das delegações é bem diversa e embora a diversidade constitua, por norma, um factor de enriquecimento, a troca de informação e conhecimentos entre delegações, e entre estas e a Direcção Nacional, mantém-se a um nível muito deficitário, o que minimiza o impacto positivo no desenvolvimento e eficácia da nossa acção, que o contacto com outras realidades e experiências poderia proporcionar. Concluiu-se ser importante dar continuidade às visitas dos responsáveis nacionais às delegações, como forma de reforçar a comunicação e fortalecer a coesão. As delegações devem reunir pontualmente para debaterem temas específicos de interesse mútuo. Uma das dificuldades notadas, e que deve ser corrigida, passa pela leitura atenta da documentação que nos chega. Retomar o envio das decisões do Secretariado Executivo e Direcção Nacional.

7. Concluiu-se que deve ser ponderada a revisão estatutária, respeitando os objectivos que presidiram à criação da APD.

 Capacitação/Liderança

Sabemos que o trabalho voluntário é cada vez mais difícil de assumir. As exigências que o emprego ou a vida do dia a dia nos colocam, impõem-nos um esforço cada vez maior, enquanto o trabalho associativo também nos chama a participar com mais empenho.

No entanto, a nossa função, que assumimos com inteira liberdade, é demasiado preciosa para que não lhe disponibilizemos o melhor que podemos e sabemos.

Tendo presente que o dirigente associativo é o elemento central da actividade de qualquer organização, concluiu-se que devemos:

1. Melhorar continuamente a nossa formação, ampliar as competências, desempenhar o cargo com total honestidade e dedicação.
2. Estar sempre disponível para participar de forma activa, credível e sustentada.
3. Melhorar o nosso conhecimento sobre a diversidade do público alvo que pretendemos atingir, e que não se limita somente às pessoas com deficiência, mas também às entidades públicas e privadas, comunicação social, grupos de defesa dos direitos dos cidadãos, entre outros.
4. Dinamizar as relações externas de forma a criar ligações permanentes e parcerias tipicamente estáveis. Estas ligações irão reforçar o impacto das nossas reivindicações e alargar o âmbito do público alvo que se pretende atingir.
5. Saber trabalhar em equipa e saber criar equipas. Esta é sem dúvida uma área em que importa investir. Está provado que as pessoas em grupo, desde que devidamente dinamizadas, organizadas e objectivadas, constituem uma mais valia superior às partes, já que o apoio mútuo ajuda a resolver muitas das situações que uma pessoa individualmente não consegue ultrapassar.
6. Manter a ligação aos associados de forma regular, através da realização de iniciativas. Para além da aquisição de conhecimentos sobre os problemas com que se defrontam, conhecimento este essencial para manter actualizada a nossa intervenção, este contacto permite conhecer o perfil dos nossos sócios e, provavelmente, ajudará a identificar os futuros dirigentes da Associação.

 Intervenção/Impacto Social

A APD é a organização de pessoas com deficiência com maior visibilidade pública. Esta visibilidade não se faz sentir unicamente ao nível da comunicação social, os indicadores de que assim é chegam-nos dos mais diversos quadrantes. Da parte de organizações de defesa dos direitos dos cidadãos, da parte de empresas privadas, da parte de organismos públicos e, mesmo, da parte de entidades governamentais, pese embora a voz da APD incomodar, por norma, os poderes instituídos. No entanto, não é suficiente. A voz das pessoas com deficiência tem de se fazer ouvir de forma mais vincada, porque dela depende, em grande medida, a defesa dos direitos dos cidadãos que em nós confiam.

Numa altura particularmente difícil para os cidadãos com deficiência, que nunca antes foram alvo de um ataque tão feroz às reduzidas medidas de compensação que até agora lhes eram destinadas, os nossos associados exigem que os seus direitos sejam defendidos com determinação e rigor.
Assim, e considerando que a visibilidade de uma organização é um processo dinâmico, que não se compadece com desistências ou abrandamentos da intervenção, devemos:

1. Exigir o cumprimento da legislação favorável às pessoas com deficiência.

2. Dinamizar os contactos com a comunicação social, seja através da emissão de comunicados à imprensa – a Direcção Nacional emite um comunicado no final de cada reunião -, seja estabelecendo parcerias com jornais e jornalistas, de forma a criar uma “bolsa” de interlocutores privilegiados.

3. Dinamizar a nossa intervenção junto das entidades locais, procurando reunir com os responsáveis pelas áreas em que nos interesse fazer incidir as nossas propostas, preparando cuidadosamente as reuniões e, sempre que possível, fazendo-nos acompanhar de documentos escritos, nos quais estejam expressas as nossas propostas.

4. Estabelecer contactos com organizações que prossigam objectivos de defesa dos direitos dos cidadãos ao nível local, propondo que as questões da deficiência sejam integradas nas suas propostas.

5. Sensibilizar a população para os direitos humanos das pessoas com deficiência, através de colóquios, debates, etc., ou através da distribuição de comunicados à população, sempre que tal se justifique ou, ainda, aproveitando os dias internacionais: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, Dia dos Direitos Humanos, Dia Internacional da Mulher, entre outros.

6. Exortar as pessoas com deficiência à participação social e cívica nos diversos domínios, no sentido de exigir que a inclusão social se concretize através de uma participação dinâmica, suportada por políticas activas e a aplicação de normas que salvaguardem a não discriminação das pessoas com deficiência.

7. A Associação Portuguesa de Deficientes continua a afirmar-se como uma organização de desenvolvimento social que visa salvaguardar os direitos humanos das pessoas com deficiência.


Marinha Grande, 22 de Outubro de 2006

Nota: a realização do Encontro Nacional de Dirigentes da APD só foi possível, nas condições em que decorreu, graças à atenção do Hotel Cristal através da fixação de preços especiais e dos apoios de:
- Câmara Municipal da Marinha Grande;
- Câmara Municipal de Leiria;
- Câmara Municipal de Alvaiázere;
- Juntas de Freguesia da Vieira, Marinha Grande, Azóia, Carvide, S. Pedro (Porto de Mós) e S. Litém ;
- E de empresas da região que se solidarizaram connosco, como Sarbloco, Crisal e Modelo.

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