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Arritmias

no dia 28 de Junho de 2013

Diz-se que há uma arritmia quando se verificam alterações no ritmo dos batimentos cardíacos.

Embora causem frequentemente algum desconforto e preocupação nos doentes, não são geralmente situações de gravidade, a não ser quando acompanhadas de outros sintomas adicionais ou se persistirem por períodos bastante longos.

No entanto, existem arritmias que podem ser sinal de doenças cardíacas sérias, pelo que se deve sempre proceder a uma avaliação médica quando houver uma situação destas.

O ritmo do coração é controlado através de impulsos eléctricos gerados numa zona situada na aurícula direita (cavidade superior do coração), chamada nó sinoauricular. Os impulsos seguem daí para outro nó chamado auriculo-ventricular, e daí para os ventrículos, que são as cavidades responsáveis pelo impulso do sangue para fora do coração.



No adulto considera-se que o ritmo normal varia entre os 60 e os 100 batimentos por minuto em descanso. Nas crianças o ritmo é mais elevado (no feto o ritmo normal anda à volta dos 140 por minuto).



Se o ritmo for demasiado baixo, menos de 60 batimentos por minuto no adulto, existe aquilo a que se chama bradicardia. É normal nos atletas, em que devido ao grande rendimento cardíaco o coração pode bater menos vezes porque impulsiona de cada vez uma grande quantidade de sangue.

Mas pode indicar problemas na condução do estímulo eléctrico, sobretudo em idosos. No caso em que existe um bloqueio da passagem nos nós acima indicados, o ritmo pode alterar totalmente, fazendo-se a sua correcção mediante a implantação de um pacemaker (marcapasso), que mais não é do que um nó artificial.



Nos casos em que o ritmo é demasiado elevado, mais de 100 batimentos por minuto no adulto, diz-se que há taquicardia.

Pode ser desencadeada pelo esforço, como é lógico, mas também por situações anómalas como drogas, cafeína, anemia, choque, febre ou alterações emocionais. Pode também ser sinal de actividade excessiva da tireóide ou de outras doenças mais graves.



Os flutters e as fibilhações são contracções muito rápidas e descoordenadas (sem ritmo regular) das aurículas ou dos ventrículos.



A fibrilhação auricular pode não ter causa aparente, ou então ser provocada por alterações das válvulas cardíacas, no caso da febre reumática, ou por hipertensão , arteriosclerose .

O pulso apresenta-se rápido e muitas vezes irregular, havendo o risco acrescida de formação de coágulos na corrente sanguínea por causa do efeito de turbilhão que se origina. Estes coágulos (trombos) podem ir obstruir a circulação em zonas do cérebro (AVC), ou noutros órgãos.

Para além da medicação adequada com medicamentos que regularizam a condução cardíaca (digitálicos, amiodarona, beta bloqueantes, por exemplo) , torna-se necessário prevenir a formação potencial daqueles trombos, o que se consegue com a toma de medicamentos anticoagulantes ou fibrinolíticos como por exemplo a aspirina, a ticlopidina ou, mais recentemente, o clopidrogrel.



No caso da fibrilhação ventricular a situação é muito mais perigosa, na medida em que, se não for controlada rapidamente através de desfibrilhação é geralmente fatal. A desfibrilhação consiste na aplicação de descargas eléctricas de alta voltagem a nível do coração, de forma a reconduzirem o estímulo cardíaco ao seu ritmo normal.

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