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Angina (Angina pectoris)

no dia 28 de Junho de 2013

O que é?
É uma dor ou desconforto recorrente no peito, que ocorre quando não chega ao músculo cardíaco o suprimento sanguíneo adequado.

Não é uma doença, mas sim um sintoma de uma condição mais séria, geralmente de doença coronária, que é uma condição na qual se produz um estreitamento ou obstrução das artérias coronárias (artérias que levam o sangue ao músculo cardíaco), normalmente em resultado de aterosclerose. Para além da doença coronária, que pode levar ao enfarte do miocárdio, a angina também pode surgir por causa de perturbações do ritmo cardíaco, anomalias nas válvulas cardíacas, anemia ou doenças da tiróide.



Como se manifesta?
A angina é geralmente descrita como uma sensação de pressão, queimadura ou constrição ("aperto") no peito. Tipicamente a dor está centrada na região retro-esternal (atrás do região média da parede anterior da caixa torácica), mas pode irradiar para o pescoço, braços, mandíbula, região interescapular (entre as omoplatas) ou estômago. Outros sintomas que podem acompanhar a angina incluem náuseas, tonturas, dificuldade respiratória (traduzida por respiração rápida e superficial) e suores.

Um ataque de angina , normalmente, dura menos de 5 minutos, sendo que se prolongado ou intenso pode ser o sinal de um maior défice no suprimento sanguíneo do coração, como ocorre no enfarte do miocárdio (“ataque de coração)

Com base no padrão dos sintomas e na sua previsibilidade a angina é classificada em um de dois tipos, estável ou instável:

Na angina estável, a dor no peito apresenta um padrão específico, ocorrendo, geralmente, após emoções extremas, grandes esforços, refeições copiosas, consumir álcool, fumar ou exposição a temperaturas extremas (frio ou calor). Os sintomas, normalmente, desaparecem após alguns minutos de repouso, como foi referido.

Na angina instável, os sintomas são menos predizíveis e mais intensos, podendo a dor ou desconforto surgir durante o repouso ou o sono e manter-se por mais de 20 minutos.



Como se trata?
Se a angina for devida a doença coronária, o tratamento inclui:

Alteração do estilo de vida
Mudanças como por exemplo perder peso nos pacientes obesos, terapia para deixar de fumar, medicações para diminuir o nível de colesterol no sangue, praticar exercício regularmente, técnicas de redução do stress, etc.

Medicamentos
Nitratos - são medicamentos vasodilatadores (dilatam os vasos sanguíneos), logo, dilatam as artérias coronárias, aumentando, assim, o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Para além disto, ao dilatarem também as veias do corpo, diminuem o trabalho que o coração tem de realizar, uma vez que há uma diminuição da quantidade de sangue que chega ao coração para ser bombeado. Podem ser ministrados oralmente (Nitromint, Isoket, Isopront, Monoket, Monopront, etc.) ou em forma de adesivos - patch (Nitro-dur, Nitroderm, Nitradisc, etc.), que vão libertando progressivamente o princípio activo e fazem uma protecção prolongada. Estes adesivos devem ser retirados durante a noite a fim de não criarem um efeito de habituação do organismo com consequente diminuição progressiva do efeito.

Bloqueadores Beta (Tenormin, Ancoren, Concor, Inderal, etc.)- estes medicamentos diminuem o trabalho cardíaco ao reduzirem a frequência cardíaca e a força das contracções do miocárdio (músculo cardíaco).

Bloqueadores dos canais de cálcio - estes medicamentos (Adalat, Isoptin, Dilfar, Diltiem, Herbesser, etc.) dilatam as artérias coronárias e podem também reduzir a necessidade de sangue, ou melhor, de oxigénio, do músculo cardíaco.

Aspirina (ácido acetilsalicílico) - este medicamento tem acção preventiva e não terapêutica, pois, como ele ajuda a impedir que se formem coágulos sanguíneos no interior estreitado das coronárias, pode reduzir o rosco de enfarte de miocárdio nas pessoas que já têm doença coronária. Existem no mercado outros medicamentos (Ticlodix, Tiklyd, Plaquetal, Movin, etc.) com efeito análogo à aspirina, tendo sido recentemente comercializado o Clopidrogrel (nome comercial Clopid) que parece ser mais eficaz que a aspirina


Quando os medicamentos não conseguem controlar a angina ou quando o risco de enfarte é elevado, poderá estar indicada a realização de uma cirurgia de “bypass” coronário ou uma angioplastia com balão.

Cirurgia de “bypass” coronário
Nesta técnica é enxertado na artéria afectada um vaso sanguíneo que permitirá ultrapassar o estreitamento ou obstrução. Geralmente utiliza-se uma artéria da parede torácica (artéria mamária interna) ou uma das longas veias superficiais da perna.

Angioplastia de balão
Nesta técnica a artéria afectada é dilatada através de um cateter inserido numa artéria da virilha ou do antebraço e que depois é feito passar através do sistema arterial até à coronária em causa. O cateter tem na sua extremidade um pequeno balão, que depois de colocado em posição é insuflado, dilatando então a artéria.



Qual o prognóstico?
Nos pacientes com doença coronária, o prognóstico depende de vários factores, incluindo a localização e gravidade da obstrução coronária, e o número de artérias coronárias envolvidas.

Acima de tudo, é fundamental recorrer sem demora ao médico caso se tenha dor torácica, mesmo que não haja história de doença cardíaca e se ache que se é demasiado novo para se ter angina. Apesar de um episódio de angina não ser um “ataque cardíaco”, ele é um sinal de alerta, indicando que o músculo cardíaco não recebe o sangue, e logo, o oxigénio necessários. O tratamento precoce pode melhorar o suprimento sanguíneo ao coração, evitando, assim, danos irreversíveis.



Como prevenir?
A angina decorrente de doença coronária pode ser prevenida controlando os factores de risco para aterosclerose, principalmente altos níveis de colesterol, hipertensão arterial, diabetes e o tabagismo. É também importante praticar exercício físico regularmente e manter um peso saudável, assim como controlar os factores de stress.

No caso das mulheres que se aproximam da menopausa deve-se considerar o início de terapêutica hormonal de substituição.

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