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Asma

no dia 28 de Junho de 2013

A asma afecta entre 5 a 10% da população mundial, com especial incidência nos países industrializados onde tem vindo a aumentar exponencialmente. Por exemplo nos Estados Unidos houve um aumento de casos na ordem dos 75% entre 1980 e 1994, o que sugere a importância das condições ambientais. É mais frequente nos homens e tem uma taxa de mortalidade não desprezível, sendo que 90% das mortes ocorrem em idosos.

É uma doença crónica caracterizada pela inflamação dos pulmões. Quando se verifica essa situação, os canais mais finos por onde circula o ar (bronquíolos e alvéolos) ficam obstruídos em maior ou menor grau devido à diminuição do seu calibre e ainda ao aparecimento no seu interior de fluidos resultantes da inflamação. Os sintomas podem ir desde uma simples fadiga e dificuldade em se concentrar, até severa dificuldade em respirar - dispneia - (mais notória na expiração que na inspiração), pieira e tosse.

A asma pode ser desencadeada por alergias, exercício físico, frio, infecções ou mesmo stress.

Não sendo uma doença curável, é no entanto passível de ser controlada com medicação e prevenida no sentido de se evitarem os factores desencadeantes de que falámos atrás. No caso de não ser devidamente tratada e acompanhada, pode tornar-se uma situação altamente debilitante e limitadora das actividades normais, podendo mesmo levar à morte.



O que é a asma?

Quando uma pessoa inspira, o ar passa sucessivamente por canais cada vez mais estreitos (bronquíolos) até chegar a uma espécie de pequenos sacos microscópicos, chamados alvéolos, onde se faz a entrada de oxigénio para o sangue, saindo por sua vez dióxido de carbono do sangue para os alvéolos que depois é expulso na expiração.

Nas pessoas com asma determinadas substâncias alergénicas ou outros factores externos vão provocar alterações nessas estruturas que acabam por ficar total ou parcialmente obstruídas impedindo assim uma respiração normal.

Normalmente a crise asmática desenvolve-se em duas fases: fase hiper-reactiva. E fase inflamatória.

Fase hiper-reactiva

As vias aéreas (brônquios o bronquíolos) são envolvidas por tecido muscular liso (que se contrai involuntariamente) que reage à agressão por substâncias irritantes contraindo-se e diminuindo assim o calibre interno de modo a defender os pulmões dessa agressão. Nas pessoas saudáveis essa situação é normalizada mediante a inspiração profunda que vai libertar as vias aéreas do irritante e promover o seu relaxamento. Nos asmáticos, pensa-se que por deficiência no mecanismo de relaxamento do músculo liso, isso não acontece e a constrição dos brônquios e bronquíolos mantém-se dificultando a passagem do ar.

Fase inflamatória

De seguida, são libertadas substâncias que provocam o inchaço (edema) das paredes das vias aéreas, o que diminui ainda mais o seu calibre, bem como a saída de fluidos para o seu interior.

Sabe-se hoje em dia que o factor inflamatório está sempre presente em todos os tipos de asma, mesmo os mais ligeiros, o que condiciona o tipo de tratamento preferencial a utilizar, como veremos.



Causas da asma

A asma é muito provavelmente consequência de uma predisposição genética que leva a que face a determinados factores desencadeantes a doença se manifeste. Embora normalmente associada a alergia, nem todos os casos de asma podem ser resultantes dessa situação, assim como, felizmente, nem todas as pessoas com alergias têm asma.

Alergia

Nos doentes que têm asma como uma reacção alérgica, embora ainda estejam por esclarecer um certo número de factos, o que se passa em termos resumidos é o seguinte: um tipo especial de glóbulos brancos do sangue, as células TH2, produzem em grande quantidade interleuquinas, que são factores de imunidade e potentes agentes desencadeadores da reacção inflamatória. Existem vários tipos de interleuquinas (IL), entre as quais se destaca a IL9 que faz libertar anticorpos conhecidos como imunoglobulinas E (IgE). Na reacção alérgica estes anticorpos ligam-se a determinadas células (mastócitos, eosinófilos e basófilos) que se concentram precisamente a nível dos pulmões, pele e mucosas. É então a partir da ligação das IgE aos mastócitos que são libertadas as substâncias (leucotrienos) responsáveis pela reacção inflamatória com o respectivo edema (inchaço), e produção de muco que vai "inundar" as vias aéreas.

Alergenos mais comuns

Chamam-se alergenos à substâncias orgânicas ou inorgânicas que causam as reacções alérgicas.

Frequentemente os responsáveis por uma crise asmática são irritantes inalados existentes frequentemente nas nossas casas tais como pólen, ácaros (seres microscópicos que vivem em nossas casas, normalmente nas alcatifas, almofadas, roupas, etc.), pêlos, penas, pó da casa (que contém fezes de insectos), bolores ("mofo"), etc.

Também a poluição do ar é responsável por muitas situações de asma: desde o tabaco até aos fumos de diesel, dióxido de enxofre (frequente nas centrais eléctricas e fábricas de papel), fumos de escape e fornos a gás. O excesso de ozono na atmosfera pode também aumentar o risco de asma.

Os alimentos podem também ser causadores de alergias respiratórias, embora só em cerca de 5% dos casos sejam causadores de asma. Os alimentos mais vezes implicados são o monoglutamato de sódio (contido por exemplo no queijo, enlatados e comida chinesa), e os conservantes, especialmente os utilizados nas batatas congeladas, vinho e atum.

Pensa-se que cerca de 15 a 20% das asmas iniciadas na idade adulta se devam a agressões por produtos químicos, muitas vezes no local de trabalho.

O ar frio, estados emocionais intensos e certos medicamentos podem também desencadear ou agravar a asma.

Factores genéticos

Os factores genéticos parecem desempenhar um papel primordial no aparecimento da asma e susceptibilidade aos factores ambientais. Os estudos feitos evidenciam cada vez mais essa possibilidade, sendo aliás sabido que cerca de um terço das pessoas com asma partilham essa situação com algum parente directo, e que uma criança filha de pais ambos asmáticos tem cerca de 6 vezes mais probabilidades de vir a ser asmático do que no caso de ter apenas um dos pais com a doença..

Exercício físico

Muitas pessoas com asma sentem que o exercício físico moderado ou intenso facilita aparecimento de tosse, pieira ou dificuldades respiratórias. Mas há casos em que é exclusivamente o exercício físico que desencadeia a asma. É uma situação menos frequente e que tenda a aparecer mais em crianças e adultos jovens. Raramente é grave e não necessita de internamento.

Infecções

Embora não haja estudos conclusivos, parece assente que determinadas infecções respiratórias, sobretudo na infância, podem condicionar o aparecimento de asma. Como muitas dessas crianças tomam grande quantidade de antibióticos, há quem pense poder também haver alguma responsabilidade dos antibióticos nesta matéria. Mas é uma situação em estudo.

Hormonas

Entre 30 a 40% das mulheres asmáticas há alterações notórias da severidade da asma ao longo do ciclo menstrual. Normalmente nessas mulheres os ataque mais severos ocorrem durante a menstruação e nos três dias anteriores. Isto indicia que as hormonas femininas podem também influenciar o decorrer e as manifestações desta doença.

Sinusite

Esta patologia está muitas vezes relacionada com o aparecimento de asma. Cerca de metade das crianças e adultos com asma têm alterações de sinusite, embora esta não pareça ser um factor agravante da asma.



Quem tem asma ?

A asma afecta 5 a 10% da população mundial, e a sua incidência tem vindo a crescer constantemente, sobretudo nos países industrializados e nas zonas de maior poluição. As mulheres parecem sofrer de um maior risco de mortalidade por asma que os homens. Cerca de 90% das mortes por asma ocorrem em idosos, sendo maioritariamente mulheres.

Também estão em situação de risco acrescido as pessoas de estratos económicos mais baixos que vivam em ambiente urbano.

Os atletas de alta competição, nomeadamente corredores de fundo e especialmente nadadores, parecem particularmente atreitos a esta doença. Cerca de 10% dos atletas americanos nos jogos olímpicos de 1996 eram asmáticos.

Os trabalhadores que exerçam a sua ocupação em locais com alta taxa de alergenos estão sujeitos, como será lógico, a mais facilmente contraírem esta doença. É o caso de trabalhadores em fábricas de tintas, aço, fibras de vidro, plástico, pó de madeira (serrações), indústria farmacêutica, armazéns de cereais, etc.

Existe uma grande correlação entre asma e obesidade, embora não seja claro se uma situação é causa da outra.



Como se trata a asma ?

Princípios gerais:

Existem dois grande grupos de medicamentos: os que controlam a longo prazo a inflamação persistente das vias respiratórias, e os que aliviam a curto prazo os sintomas de agudização asmática, promovendo a dilatação das vias respiratórias.

Os medicamentos que controlam a inflamação são os corticosteróides (beclometasona, fluticasona, budesonido, tramcinolona), os antagonistas dos leucotrienos (zafirlukast, montelukast) e o cromoglicato. Os medicamentos que aliviam as crises agudas são regra geral dilatadores dos brônquios que vão permitir uma melhor passagem do ar pelas vias respiratórias. Estão neste grupos os chamados agonistas Beta2 de curta acção (salbutamol, isoproterenol, terbutalina), a teofilina, e alguns anticolinérgicos (brometo de ipratropium). Existem também os agonistas Beta2 de longa acção (salmeterol, formoterol) mais utilizados como preventivos das crises.

Tratamento de emergência:

Um ataque agudo de asma pode exigir hospitalização, em que normalmente a primeira medida consiste na utilização dos agonistas beta2 de curta duração administrados em nebulização, geralmente em conjunto com oxigénio. O objectivo deste tratamento é provocar a dilatação das vias respiratórias e aumentar o fornecimento de oxigénio. Se a resposta não for satisfatória é também habitual administrar costicosteróides inalados, ou mesmo injectados.

A asma desencadeia uma série de sintomas físicos e emocionais que importa controlar. A ansiedade causada pela dificuldade em respirar e o medo de morrer, provoca a constrição dos músculos que envolvem as vias respiratórias o que agrava ainda mais a sintomatologia.

É portanto muito importante relaxar e acalmar o doente, eventualmente procurar desviar a sua atenção para exercícios respiratórios, nomeadamente nas crianças.

A ingestão de líquidos aquecidos, como caldos ou infusões, ou a vaporização com ar húmido e quente podem ajudar bastante numa situação de crise.

Tratamento de manutenção e prevenção

A inflamação desempenha um papel chave na asma, não só devido à diminuição de diâmetro que provoca nas vias respiratórias como ao “encharcamento” das mesmas.

Por isso, os anti-inflamatórios, geralmente corticosteóides inalados (beclometasona, fluticasona, budesonido, tramcinolona), constituem a primeira arma terapêutica para o tratamento continuado da asma. Muitas vezes são associados aos agonistas Beta2 de longa acção (salmeterol, formoterol), o que permite frequentemente diminuir as doses de corticosteróides e obter um bom controle da doença a longo prazo. Mais recentemente estão também a ser utilizados outros grupos de anti-inflamatórios, os antagonistas dos leukotrienos (zafirlukast, montelukast)

Efeitos secundários dos broncodilatadores (agonistas Beta2):

Podem causar palpitações, aumento do ritmo cardíaco (taquicardia), nervosismo e tremores. Deve-se ter especial cuidado nos diabéticos, epilépticos e crianças.

Esta é uma das razões por que se recomenda sempre uma certa moderação e contenção na utilização das “bombas” para as crises.

Efeitos secundários dos anti-inflamatórios (Corticosteróides)

Os mais comuns são irritação da garganta, secura da boca, edema (inchaço) da face, e infecções por fungos na boca e garganta.

Os efeitos a longo prazo podem aparecer ligados aos corticóides tomados por via oral e incluem aumento da tensão arterial, diabetes, osteoporose (descalcificação dos ossos), e problemas dos olhos

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