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Evolução do mercado de genéricos em 2012
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Despesa com genéricos continua em queda
O valor do mercado de medicamentos genéricos dispensados nas farmácias e a despesa pública do SNS continuam numa trajectória de redução contínua em 2012. Em Julho, acentuou-se a redução do valor do mercado de medicamentos genéricos e da despesa pública e continuou a crescer o número de embalagens de medicamentos genéricos dispensadas pelas farmácias.
A despesa do SNS com medicamentos reduziu em Julho (-) 14,7 % em valor, a maior queda verificada nos primeiros sete meses do ano. Também a despesa do Estado e dos doentes com medicamentos genéricos continua em queda, com um decréscimo de (-) 25,5% em Julho. Já o número de embalagens de medicamentos genéricos dispensados pelas farmácias cresceu 19,6%.
O preço médio dos medicamentos genéricos dispensados pelas farmácias continua em tendência decrescente, sendo que a maior redução ocorreu em Julho. A quota de mercado de medicamentos genéricos manteve-se estável na ordem dos 60% no mercado de Grupos Homogéneos.
A dispensa crescente nas farmácias de medicamentos genéricos de preço mais reduzido, patente na evolução do mercado em Julho, evidencia que o novo regime de prescrição por DCI, que entrou em vigor no dia 1 de Junho de 2012, está a seguir o seu curso. Devido a essa medida, os portugueses estão a ter acesso a medicamentos genéricos mais baratos, um factor determinante para a redução dos seus encargos com medicamentos. As farmácias continuarão empenhadas no aumento do mercado de medicamentos genéricos com o objectivo de reduzir os encargos dos doentes.
O Governo definiu, para o ano de 2012, o limite de 1.196 milhões de euros para a despesa com medicamentos no âmbito do ambulatório. Verifica-se que as metas no sector privado estão a ser cumpridas. O mesmo Governo definiu, para o sector público, 842 milhões de euros para limite máximo da despesa, desconhecendo-se o valor real e definitivo da despesa com medicamentos a nível hospitalar no primeiro semestre de 2012.
No ano de 2011, foi o sector privado que suportou a redução drástica da despesa com medicamentos que decresceu (-) 19.9%. Pelo contrário, no sector público verificou-se um acréscimo na despesa de 1,2%.
No dia 14 de Maio, a Apifarma e o Ministério da Saúde subscreveram um protocolo para controlo da despesa com medicamentos e, nesta data, ainda não se conhece o número e quais as empresas de Indústria Farmacêutica que aderiram.
A ANF já solicitou ao Ministério da Saúde que informasse publicamente sobre qual a redução da despesa com medicamentos no sector público, sobre o qual tem responsabilidades de gestão e qual a estimativa do Governo para o final do ano.
Fonte:LPM Comunicações
[Fim de Notícia]
Ana Fonseca
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