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Sofrimento Emocional nas Crianças

no dia 24 de Outubro de 2012
O choque entre capacidades e vivências de uma criança, do ponto de vista daquilo que está preparada para compreender e aquilo que, de fato, vive, provoca nela um tipo de sofrimento emocional ao qual poderá reagir das mais diversas formas, de acordo com a sua personalidade e capacidade de adaptação. Com o cessar da euforia do regresso às aulas, o psicoterapeuta, e autor do portal online pela saúde mental Cogitando, Nuno Cristiano de Sousa, alerta pais e professores para o comportamento das crianças na escola, palco privilegiado de deteção de sinais de alerta. A primeira relação da criança com o mundo processa-se a um nível primordialmente sensorial, ocupando os cheiros, sons, imagens, temperaturas, texturas e outros semelhantes um lugar de destaque na forma como é apreendido o ambiente envolvente - as coisas, objetos, alimentos e, sobretudo, as pessoas que dele habitualmente fazem parte. Para o especialista, nesta fase em que os estímulos são sentidos como algo novo, não existe propriamente um processo cognitivo das vivências, como acontece por volta dos 3/4 anos, a conhecida idade dos porquês, ou aos 5/ 6 anos, quando a capacidade de questionar é trabalhada com a entrada no primeiro ciclo e consequente estimulação cognitiva, aumentando a consciência em relação às sensações anteriores. O contexto escolar, nas idades enunciadas, constitui-se como palco do primeiro confronto com um novo conceito de relações humanas, que deixam de envolver apenas a família, e com um novo modo de relação com o meio. O seu desajustamento face àquilo que criança já tem capacidade para compreender e tolerar, poderá conduzir a uma estratégia de adaptação por parte da mesma ou, por outra, ao surgimento de sintomas de sofrimento emocional que, quando observados de forma contínua por um professor ou auxiliar, deverão ser reportados aos pais. é normal que, principalmente no primeiro trimestre, as crianças revelem alguns sinais de alerta que não deverão, contudo, ser sobrevalorizados caso sejam esporádicos, explica o psicoterapeuta. Porém, quando repetidos, é importante o posicionamento dos pais e educadores no outro espetro, onde se percebe que a maioria das dificuldades escolares das crianças são uma consequência de sofrimento emocional e não distúrbios cognitivos inatos, continua. Dificuldades constante de manter a concentração, recusa no contacto com os colegas, dificuldade em expressar por palavras os sentimentos, agressividade para com os colegas e adultos, atitude de desinteresse nas matérias e nas brincadeiras, incapacidade de manter o olhar nas conversas com as pessoas, episódios de choro compulsivo sem causa aparente e perda do controlo dos esfíncteres ao iniciar as aulas, são os sinais de alerta mais frequentes, para os quais a comunidade escolar deve estar atenta, dado o tempo que as crianças atualmente permanecem nas escolas. Em caso de deteção e contacto posterior com os pais, o encaminhamento dos casos deverá ser feito pelos mesmos, para um profissional especializado pediatra, psicólogo ou pedopsiquiatra. Para Nuno Cristiano de Sousa, o diagnóstico por um especialista em saúde mental e um apoio indicados são fundamentais. O autor de Cogitando lembra a tendência para incursão por um tratamento farmacológico muitas vezes incorreta, que não permite à criança compreender o que está a sentir, nem ter alguém que a ajude nessa tarefa. Fonte:Guess What? [Fim de Notícia]

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