Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação:Motor de busca | Saltar para o conteúdo

Portal do Cidadão com Deficiência

Associação Portuguesa de Deficientes Delegação S.Miguel

Navegação

Em conformidade com a Acessibilidade Web:

Símbolo de
Acessibilidade à Web Acessibilidade Certificada Validação W3C WAI-AAA Validação W3C CSS Validação W3C XHTML

Notícia + - Imprimir

Inicio » Notícias » Alunos deficientes desamparados
Imagem da Noticia

Alunos deficientes desamparados

no dia 19 de Setembro de 2003
Enquanto os professores sem alunos (com horário zero) custam anualmente ao Estado 250 milhões de euros, existem crianças nas escolas portuguesas que estão a ser negligenciadas. E são precisamente as que precisam de mais ajuda. Sofrem de deficiências de alta complexidade, como a Trisomia 21, vulgarmente designada de mongolismo, ou a síndrome de Asperger, conhecida como o autismo. O Ministério da Educação deveria dar formação aos docentes desempregados e colocá-los nas escolas para darem apoio a estes alunos. A formação não seria cara, bastava que estagiassem em instituições especializadas nestas áreas, sugere Margarida Gomes, coordenadora do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkien. Negligenciadas porquê? Uma criança tem direito a frequentar a escola da sua área, independentemente dos problemas ou deficiência que possua. Este princípio, o da escola inclusiva, está consagrado na nossa lei. O problema é que uma criança com um deficiência de alta complexidade necessita de muito apoio. Sou a favor da inclusão, mas não posso concordar que uma criança sem um mínimo de autonomia seja integrada numa turma regular e prejudique os outros alunos. Tem que haver apoios. E a integração está a ser feita selvaticamente, são as palavras de Margarida Gomes. Rosa Marques, professora especializada em ensino especial no Agrupamento Bernardino Machado em Famalicão, também defende que os deficientes de alta complexidade não estão a receber a devida atenção. Esta docente foi destacada para trabalhar em três escolas diferentes no concelho de Braga e vai trabalhar com sete alunos. Mas só vai ter duas horas por dia com cada criança. Isto é claramente insuficiente. Estava disposta a trabalhar mais horas por semana. O Governo devia era dar formação aos professores no desemprego, desabafa ao PortugalDiário. Esta docente frisa que esta incapacidade de lidar com os alunos mais problemáticos afecta todas as crianças na escola. Rosa Marques insiste que todos os professores têm que ter o mínimo de formação nesta área, porque dentro da sala de aulas o professor está sozinho, explica. Aquelas duas horas por semana que dedica a cada aluno são extra-curriculares. Margarida Gomes relembrou uma situação em que uma criança teve mesmo que sair do ensino regular. Mordia na professora, batia-lhe e ameaçava que a ia matar. Os professores não estão preparados para estas situações, acrescenta. Um professor sem especialização em ensino especial, conta ao PortugalDiário da sua frustração de não saber lidar com algumas destas crianças. O que é que eu faço ou digo quando uma rapariga que sempre, que está menstruada, mexe nos genitais e leva a mão à boca?, desabafa. Vítor Gomes, da Federação Nacional de Professores (FENPROF), afirma que houve uma diminuição na qualidade de apoio aos deficientes de alta complexidade. O problema é o mesmo de sempre: Contenção de despesas deste Governo, diz. Houve uma redução dos apoios externos dadas as estas crianças, adianta. No entanto, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Educação, este ano foram colocados mais professores especializados em ensino especial do que no ano passado. Este ano temos mais técnicos especializados nas escolas. Se estes docentes estão mal preparados, essa não pode ser a responsabilidade do Ministério, explicou a assessora do Ministro David Justino ao PortugalDiário. E relativamente às queixas levantadas por estes professores e especialistas, a resposta desta responsável é peremptória: Estamos dispostos a ouvir as críticas e a estudar cada caso, mas para isso precisamos de dados concretos. Fonte:Portugal Diario [Fim de Noticia]

EM DESTAQUE

PRÓXIMOS EVENTOS

Mais Eventos

INQUÉRITO

Março é o mês da Saúde dos Pés. Já consultou um Podologista?

  • Sim
  • Não