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Cuidados paliativos só chegam a 10% dos doentes terminais

no dia 01 de Abril de 2014

 Só 10% dos doentes em situação terminal têm acesso a cuidados paliativos. O alerta é feito pelo presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, que aponta culpas ao atraso na regulamentação do sector.

 Em entrevista à Renascença, Luís Capelas diz que há regiões do país onde não há um único serviço. Fala também de erros graves de referenciação que levam a que metade dos doentes morra antes de conseguirem uma vaga. Já no que se refere a cuidados para crianças com doenças crónicas complexas ou em fim de vida, Portugal é o país mais atrasado da Europa Ocidental. Está quase tudo por fazer na área dos cuidados paliativos pediátricos.

 "Precisamos, realmente, de providenciar serviços para que estas crianças e famílias possam ser suportadas ao longo de todo o processo de doença. São doenças limitantes da qualidade e/ou da esperança de vida", refere à Renascença a responsável pela unidade de cuidados paliativos pediátricos do IPO de Lisboa, Ana Lacerda.

 Numa fase terminal, as crianças precisam ser apoiadas "ou num hospital mais perto da sua residência, em vez de estarem deslocadas para um hospital terciário, muitas vezes a centenas de quilómetros, ou inclusive mesmo cuidadas na residência".

 A pediatra Ana Lacerda é também membro do Grupo de Apoio à Pediatria da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e diz que ainda falta muito para nos aproximarmos do Reino Unido, o país mais avançado nesta área.

 E afinal o que é que faz falta? "Não existem residências de longo termo, não existe possibilidade de as crianças serem internadas para descanso do cuidador. Em termos de serviços, existe muito pouca coisa e o pouco que existe também não está organizado entre si", aponta.

 Os cuidados paliativos pediátricos estão a dar os primeiros passos em Portugal. O que há é em pequeno número e não está a acessível a todos.

 "A distribuição de serviço não é equitativa", afirma Ana Lacerda. "Existem duas equipas intra-hospitalares nos serviços de pediatria dos Institutos de Oncologia, uma  aqui no IPO de Lisboa e outra no IPO do Porto. Portanto, as crianças com cancro destes dois serviços já têm equipas de profissionais que as orientam. Existem algumas equipas pediátricas especializadas que proporcionam cuidados domiciliários específicos a crianças, que estão baseadas em hospitais terciários - o Hospital de Santa Maria, da Estefânia, de São João, de Santo António - e que proporcionam cuidados, sobretudo, respiratórios", indica a especialista.

 

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