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As Tecnologias e a Integração no Mercado de Trabalho

no dia 09 de Outubro de 2003
As pessoas com necessidades especiais e a forma como as tecnologias de informação e comunicação (TIC) podem ajudá-las - na sua vida pessoal e profissional - foram os temas de um seminário organizado, na passada terça-feira, em Lisboa, pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC). A integração das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, os equipamentos e serviços existentes, e as necessidades de sensibilização das empresas para esta questão foram alguns dos temas abordados. Este foi o terceiro ano consecutivo que a APDC organizou um debate sobre as tecnologias e os cidadãos com necessidades especiais. Com a participação de diversas empresas, vários operadores de telecomunicações, associações ligadas às pessoas com deficiência e da Unidade Missão Inovação e Conhecimento (UMIC) - a entidade governamental responsável pelas questões relacionadas com a sociedade da informação -, o debate centrou-se sobretudo no tema "As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho - soluções das TIC". E as intervenções dos vários participantes levaram, pelo menos, a duas conclusões: a integração dos deficientes no mercado de trabalho é insuficiente e o mercado desconhece, muitas vezes, as soluções tecnológicas existentes para ajudar as pessoas com necessidades especiais. Quem não consegue ver poderá consultar um texto ou uma página na Internet se tiver acesso a uma linha de Braille ou a um sintetizador de voz. Por outro lado, quem possui uma deficiência auditiva pode utilizar um telefone de texto ou recorrer a qualquer telemóvel para ler ou enviar mensagens de SMS. Estes são apenas dois exemplos simples de como as TIC podem ajudar as pessoas com necessidades especiais. Afinal, "quando não se pode ouvir, lê-se um SMS ou um fax", disse Rogério Rilhas, do projecto Inov, que agrega as áreas de electrónica e telecomunicações do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (Inesc). Isto para explicar que, muitas vezes, "a tecnologia não é, só por si, uma solução" e que o número de pessoas com algum tipo de necessidades especiais "é mesmo muito grande". Uma das soluções, disse Rogério Rilhas, poderá estar na utilização dos sistemas de "unified messaging", os seja, os sistemas que agregam num só "sítio" todas as mensagens recebidas e uniformizam o acesso a essas informações, quer se trate de mensagens de voz ou de E-mail. Várias soluções e serviços foram também apresentadas por várias empresas. Enquanto António Pereira Oliveira, da Siemens, abordou os conceitos de "design" universal e para todos, Clara Cidade Lains, da PT Comunicações, apresentou as diversas propostas que a empresa disponibiliza para pessoas com deficiência. Carla Faria e Pedro Faria - dois programadores que têm desenvolvido títulos multimédia para crianças e "software" para necessidades especiais já galardoados com diversos prémios - apresentaram o Pocket Voice, aplicação que pode ser utilizado nos PC ou nos pequenos computadores de bolso e que permite ao utilizador emitir mensagens recorrendo a símbolos ou ícones, o que é bastante útil para uma pessoa que pretenda comunicar mas que não o consiga fazer com a sua própria voz. Para contrariar a ideia de que, para as empresas, poderá não ser interessante investir em soluções para as pessoas com deficiência por se tratar de uma minoria, Josefina Zambrano, da France Telecom, lembrou que, no grupo de pessoas com necessidades especiais, se devem incluir também os mais idosos, "que representam cerca de 10 por cento da população da União Europeia". Em representação de Jorge Sampaio, Presidente da República, Maria José Ritta participou também neste debate e salientou que, "mais do que proporcionar e disponibilizar tecnologia, há que ouvir o que os deficientes têm a dizer sobre as suas dificuldades para que as aplicações, equipamentos e soluções respondam às suas verdadeiras necessidades". Em Portugal, existem 650 mil pessoas com deficiências várias e mais de 1 milhão de idosos, o que significa que cerca de 20 por cento da população necessita de terminais móveis adaptados às suas necessidades, tal como foi referido num dos painéis do debate, sobre as tecnologias emergentes, onde se falou da importância da terceira geração de comunicações móveis - e dos terminais com som e imagem - para quem possui necessidades especiais. Como forma de proporcionar uma maior integração das pessoas com deficiência, o Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação (CERTIC) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a preparar, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento e Inspecções das Condições de Trabalho (IDICT), uma campanha de sensibilização para a integração das pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho. A iniciativa foi também anunciada durante o seminário organizado pela APDC, e Francisco Godinho, coordenador do CERTIC, explicou que, como parte dessa campanha, está a ser preparado um manual intitulado "Tecnologias da informação sem barreiras no local de trabalho", que será dirigido às empresas e aos programadores, e estará concluído no final deste ano. %Isabel Gorjão Santos

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