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Apneia obstrutiva do sono afecta um milhão de portugueses

no dia 25 de Março de 2015

"O ressonar intenso deve ser o principal alerta, embora existam outros sintomas que podem ajudar a diagnosticar a doença, como é o caso da sensação de noites mal dormidas, cansaço, sonolência, ansiedade e dificuldades de concentração e memória", revela António Sousa Vieira, coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Porto.

E acrescenta: "Estima-se que, em Portugal, este problema afecte cerca de um milhão de pessoas, um número bastante preocupante se pensarmos nas consequências da doença. A escassez de oxigénio no cérebro durante a noite pode conduzir a diversos problemas como a depressão, irritabilidade, sonolência durante o dia, problemas conjugais e, relacionado com a privação do sono, acidentes de trabalho ou  viação".

"Não sendo tratada, a apneia do sono pode levar à degradação das funções cognitivas", alerta o otorrinolaringologista, concluindo ainda que "a concentração e a memória são afectadas, pode ocorrer a perda da função sexual e  há maior risco de hipertensão, de arritmias e de enfartes nocturnos", explica.

De acordo com Chaves Caminha, coordenador de Unidade de Pneumologia do Hospital Lusíadas porto, "perante a suspeita apneia do sono é mandatório a realização de uma polissonografia. Os estudos poligráficos do sono para  diagnóstico devem preferencialmente ser realizados sob vigilância, isto é, em internamento, incluindo monitorização de parâmetros electroencefalográficos, respiratórios e electromiografia dos membros inferiores".

"A polissonografia é o único método de diagnóstico rigoroso da apneia obstrutiva do sono. Este exame consegue identificar os momentos em que o paciente tenta respirar e não consegue devido a uma obstrução e permite ainda avaliar se a apneia é total ou parcial, se a sua causa é central ou periférica", conclui o pneumologista.

O tratamento da apneia do sono implica muitas vezes uma abordagem multidisciplicar nas áreas de otorrinolaringologia, pneumologia, neurofisiologia e Cirurgia Maxilo-Facial e consiste em manter as vias respiratórias abertas para que a respiração não seja comprometida durante o sono.

Os aparelhos odontológicos na boca são uma das opções de tratamento e têm como objectivo manter a mandíbula posicionada mais para a frente e impedir o bloqueio das vias aéreas. Em casos mais ligeiros, a cirurgia ao nariz e/ou ao palato e amígdalas podem resolver a roncopatia e o SAOS. A cirurgia ortognática (dos maxilares) pode ser necessária nas situações mais graves, tal como os aparelhos de pressão positiva (CPAP ou BIPAP) que podem ser usados em tods os estados.

 

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