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Stress e depressão dificultam eliminação do vírus do papiloma humano

no dia 09 de Maio de 2016

O stress e a depressão desempenham um papel importante na eliminação da infecção pelo vírus do papiloma humano (VPH) que está associado ao desenvolvimento do cancro do colo do útero nas mulheres, defende um estudo apresentado na reunião anual das Sociedades Académicas Pediátricas.

No estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, acompanharam, a partir de 2000, 333 mulheres que tinham em média 19 anos. Ao longo do período de acompanhamento de 11 anos, a participantes testaram a presença do VPH a cada seis meses.

Aos 28 anos, as mulheres também completaram um questionário sobre o stress que sentiam, como lidavam com este e se estavam deprimidas. As respostas foram comparadas com a persistência (teste positivo) ou eliminação da infecção pelo VPH.

O estudo apurou que as mulheres que tinham adoptado estratégias destrutivas devido ao stress, como consumo de álcool, tabagismo ou consumo de drogas eram mais propensas a ter uma infecção pelo VPH activa. Adicionalmente, as participantes com depressão ou que se apercebiam que eram alvo de muito stress eram mais suscetíveis de ter uma infecção pelo VPH persistente.

Anna-Barbara Moscicki, uma das autoras do estudo, refere que já há algum tempo que os investigadores tinham associado o stress psicológico a efeitos nefastos para a saúde. Estudos anteriores demonstraram nomeadamente que o stress poderia conduzir a um maior número de surtos do vírus herpes nos indivíduos afectados e piorava os resultados clínicos das pessoas com cancro.

Uma das reorias propostas é que o stress pode estar associado a um distúrbio da resposta imunitária, uma teoria apoiada por estes novos achados. Em estudos futuros os investigadores vão tentar determinar se os marcadores inflamatórios do colo do útero estão associados ao stress.

Na opinião da investigadora, este estudo sugere que as mulheres infectadas com  o VPH deveriam ser alertadas para o facto de a redução do stress ajudar a eliminar a infecção e que, pelo contrário, o consumo de álcool e tabaco pode dificultar a eliminação deste vírus.

"As infecções pelo VPH são a causa do cancro do colo do útero. Contudo, as infecções pelo VPH são extremamente comuns e apenas as poucas infecções que continuam após a infeção inicial estão em risco de desenvolver cancro do colo do útero. Isto é alarmante uma vez que estas mulheres adquirem a infecção persistente na adolescência", concluiu Anna-Barbara Moscicki.

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