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Fármaco usado no cancro da mama pode ajudar a diminuir convulsões

no dia 31 de Maio de 2016

O estado do mal epiléptico (EME), ou status epilepticus, é considerado uma emergência neurológica e ocorre devido à hiperexcitabilidade sincronizada de um conjunto alargado de neurónios durante um período prolongado de tempo. De acordo com os autores do estudo, a taxa de mortalidade global associada a esta condição ronda os 20% e os pacientes que sofrem deste problema de saúde apresentam uma maior probabilidade de sofrerem de convulsões não provocadas subsequentes. Como tal, os cientistas têm procurado formas de controlar esta doença.

O estudo agora publicado tem por base investigações anteriores que demonstram que o estrogénio aumenta a atividade neuronal através de uma séria de mecanismos.

Catherine S. Wolley e Satoru M. Sato, da Universidade Northwestern, nos EUA, descobriram que as convulsões estimulavam a produção de estrogénio no cérebro e que a síntese desta hormona durante uma convulsão contribuía para a escalada da atividade convulsiva. Este achado sugeriu uma nova abordagem ao tratamento das convulsões em humanos: impedir a produção de estrogénio no início de uma convulsão. Atualmente os tratamentos baseiam-se na redução da atividade neural geral, o que provoca efeitos secundários, como a sonolência, tonturas ou dificuldade de concentração.

Neste estudo, os cientistas injetaram uma substância inerte ou um inibidor de aromatase - letrozol ou fadrozol -, logo após o início de uma convulsão induzida quimicamente em modelos animais. Os animais foram avaliados até seis horas após a indução da convulsão e verificaram, tanto através do comportamento dos  mesmos como através de electroencefalograma ao hipocampo, que tanto o letrozol como o fadrozol suprimiam fortemente as convulsões em ambos os sexos.

"O efeito foi profundo e muito claro", declarou Wolley, em declarações reproduzidas em comunicado da universidade. "Isto demonstra que fármacos clinicamente disponíveis podem representar terapêuticas eficazes na supressão de convulsões em humanos", acrescentou.

O próximo passo será a realização de ensaios clínicos para determinar a eficácia e segurança dos inibidores de aromatase atualmente disponíveis em pacientes com EME

 

 

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