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Está disponível o primeiro anticoagulante oral

no dia 03 de Março de 2017

Está disponível o primeiro anticoagulante oral de dose única diária que previne o AVC e reduz de forma significativa a hemorragia grave

  • O fármaco comercializado pela Daiichi Sankyo já está disponível nas farmácias com indicação para: prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) e embolismo sistémico (ES) em doentes com fibrilhação auricular não-valvular e para o tratamento da trombose venosa profunda (TVP) e da embolia pulmonar (EP) e prevenção da TVP e da EP recorrentes.

  • Em Portugal, 2,5% da população com mais de 40 anos sofre de fibrilhação auricular, uma doença responsável por irregularidades no batimento cardíaco, que aumenta em cinco vezes o risco de acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com a população em geral. De acordo com o mais recente Estudo SAFIRA (System of AF evaluation In Real world Ambulatory patients), perto de 9% dos portugueses com mais de 65 anos sofre desta doença, e, destes, mais de 35% não estarão diagnosticados.

Lisboa, 1 de março de 2017. O laboratório Daiichi Sankyo acaba de lançar edoxabano, o primeiro anticoagulante oral de ação direta (AOD) que combina a toma diária única com a eficácia na prevenção do AVC e redução significativa de hemorragias graves, a complicação mais grave que os doentes anticoagulados podem enfrentar. Edoxabano já está disponível nas farmácias, com indicação para a prevenção do AVC e do ES em doentes com fibrilhação auricular não-valvular (FANV) e para o tratamento da trombose venosa profunda (TVP) e da embolia pulmonar (EP) e prevenção da TVP e da EP recorrentes em adultos. A fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais comum e está associada a um risco acrescido de mortalidade, aumentando o risco de AVC entre três a cinco vezes.

 
Em Portugal, de acordo com os dados do estudo FAMA, 2,5% da população com mais de 40 anos sofre de fibrilhação auricular, sendo que a incidência é francamente mais elevada nas faixas etárias mais avançadas. Para além isso, segundo o mais recente Estudo SAFIRA (System of AF Evaluation In Real World Ambulatory Patients), perto de 9% dos portugueses com mais de 65 anos sofre desta doença, e, destes, mais de 35% não estarão diagnosticados.
 
Num estudo que envolveu mais de 21.000 doentes, publicado no New England Journal of Medicine, o edoxabano esteve associado a uma redução de 20% do risco de hemorragia major, em comparação com o tratamento standard com varfarina bem controlada. A hemorragia major é a mais temida complicação em doentes com FANV anticoagulados. Edoxabano reduziu também em 53% o risco de hemorragia intracraniana, em 49% o risco de hemorragia potencialmente fatal e em 45% o risco de hemorragia fatal.
 
Edoxabano atua através da inibição do fator Xa, que é um ativador da coagulação, e tem um mecanismo de ação rápido, com um início de ação entre uma a duas horas após a administração. Não necessita de controlo laboratorial regular do INR.
 
Para o Prof. Doutor Miguel Viana Baptista, Neurologista do Hospital de Egas Moniz, “o aparecimento dos novos anticoagulantes orais permitiu que um maior número de doentes com FA e risco tromboembólico passassem a fazer terapêutica anticoagulante. Só por si, esta realidade já representa uma grande vitória. Penso que a chegada de edoxabano poderá contribuir para que esse número aumente ainda mais, nomeadamente dentro de populações mais vulneráveis como os doentes idosos, que comportam um grande risco hemorrágico, mas também um elevado risco tromboembólico e que não podemos deixar de tratar sob pena de não os estarmos a proteger contra eventos isquémicos”.
 
Compatível com alimentos e outros medicamentos
 
Edoxabano é também mais cómodo para o doente, na medida em que, para além de não requerer o controlo laboratorial regular do INR, pode ser administrado como ou sem alimentos e tem baixo risco de interações com outros medicamentos. Pode, inclusivamente, ser administrado a doentes com intolerância à lactose. O aparecimento deste novo fármaco amplia as opções terapêuticas que os médicos podem oferecer aos seus doentes. 
 
“Edoxabano tem uma grande vantagem: foi alvo de um programa de investigação muito rigoroso e muito completo. Por outro lado, permite um ajuste de dose que foi testado no âmbito dos ensaios clínicos, o que é muito relevante para os doentes reais que tratamos na nossa prática clínica. Os resultados demonstram que o edoxabano tem uma eficácia indiscutível e, sobretudo, que é um anticoagulante muito seguro, do ponto de vista hemorrágico”, adianta a Prof.ª Doutora Cristina Gavina, Cardiologista do Hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos.
 
Edoxabano também está indicado para a trombose venosa profunda, uma complicação frequente com uma incidência que tem vindo a aumentar e que está associada a uma elevada morbilidade e mortalidade. A idade avançada, as viagens de longa duração, o cancro, a imobilidade e a administração de determinados medicamentos, nomeadamente alguns contracetivos, são alguns dos fatores que aumentam o risco de TEV, que pode ser fatal, ao provocar uma embolia pulmonar, ou causar sequelas para toda a vida, como a síndrome pós-trombótica, a insuficiência venosa e ulceras nas extremidades. Além disso, comporta um elevado risco de recorrência.
 
Por outro lado, outro problema que condiciona a terapêutica anticoagulante nestes doentes é a má adesão ao tratamento. Ao ser administrado numa única dose diária, o edoxabano favorece uma melhor adesão terapêutica por parte dos doentes.

 

 

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