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Envelhecimento celular: O papel do exercício físico

no dia 14 de Março de 2017

Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que poderá ter revelado o mecanismo através do qual o exercício físico ajuda a prevenir o envelhecimento celular.

O estudo liderado por Mathew Robinson, da Universidade de Oregon em Eugene, EUA, e equipa, dedicou-se ao estudo das mitocôndrias, consideradas como as geradoras de energia das células. A primeira função destes organelos é produzir trifosfato de adenosina, que é a molécula que transporta a energia química nas células. À medida que envelhecemos, a capacidade de as mitocôndrias gerarem energia diminui.

Para o estudo, os investigadores recrutaram 36 homens e 36 mulheres que foram divididos em dois grupos: um de jovens, com 18 a 30 anos de idade, e o outro de mais velhos, com idades compreendidas entre os 65 e os 80 anos.

Os participantes foram ainda divididos em três programas diferentes de exercício: um de ciclismo intervalado de alta intensidade, um de treino de força com pesos, e um  que consistia numa combinação de treino intervalado e de força.

Foi igualmente recrutado um grupo de controlo constituído por voluntários sedentários, tendo sido comparada a constituição molecular entre os participantes nos treinos e o grupo de controlo através de biópsias dos músculos da coxa. Foi ainda avaliada a sensibilidade dos participantes à insulina.

Os investigadores apuraram que embora o trino de força fosse eficaz para formar massa muscular, o treino intervalado de alta intensidade exerceu o efeito mais acentuado a nível celular, especificamente nas mitocôndrias.

Os voluntários mais jovens que efetuaram o treino intervalado demonstraram um aumento de 49% na capacidade mitocôndria e os mais velhos, beneficiaram de um acréscimo ainda maior, de 69%.

Além deste benefício, foi observado que o treino intervalado melhorou igualmente a sensibilidade dos participantes à insulina, diminuindo assim o risco de diabetes. Mas este tipo de exercício foi menos benéfico para aumentar a força muscular.

"Com base em tudo o que sabemos, não existe substituto para estes programas de exercício quando se trata de atrasar o processo de envelhecimento. Estas coisas que observámos não podem ser conseguidas com nenhum fármaco", comentou Sreekumaran Nair, autor sénior do estudo.

 

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