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Dia Mundial da Hemofilia

no dia 17 de Abril de 2017

É um dos ciclistas mais promissores da britânica Movie Star e tem servido de exemplo a outros jovens portadores da doença. Conheça o seu percurso.

«A hemofilia conduziu-me à vitória», afirma, com um misto de segurança e orgulho. A determinação de Alex Dowsett, um dos ciclistas mais promissores da britânica Movie Star, tem servido de exemplo a outros jovens portadores de hemofilia. A alta velocidade sobre a bicicleta ou nas campanhas em que dá a cara pela doença, o atleta olímpico é uma inspiração para quem quer acreditar que é sempre possível ser vencedor, independentemente da condição.

«A hemofilia não nos obriga a ser diferentes ou a limitar os nossos sonhos. É uma convicção que sigo desde muito pequeno», confessa. «Por causa de hematomas extensos que me apareciam por tudo e por nada, quando tinha apenas oito meses, a minha mãe disse aos médicos que havia algo errado comigo, mas eles desvalorizaram. Contra a vontade dos clínicos, que discordavam da ideia de tirar sangue a um bebé tão pequeno, decidiu levar-me a fazer análises», relembra.

 

 

«Nessa noite, os meus pais foram dar comigo a dormir numa poça de sangue, porque a hemorragia não parava», recorda ainda o desportista. «Fui para o hospital e os testes confirmaram a deficiência orgânica congénita no processo da coagulação do sangue, grave», diz.

«Antes de mim, não existia qualquer historial conhecido da doença na minha família. A minha mãe era, no entanto, portadora do cromossoma X normal e do anómalo (XX). Perante 50 por cento de probabilidades de transmissão, herdei a hemofilia», refere Alex Dowsett, nascido no Reino Unido, em 1988.

Da natação ao ciclismo

«Quando comecei a dar os primeiros passos, os meus pais inscreveram-me logo na natação», conta. Por conselho dos especialistas, esta atividade física torná-lo-ia mais forte e, em simultâneo, reforçaria todos os músculos do seu corpo. Jogar futebol, rugby ou outros desportos considerados de maior risco estava-lhe completamente interdito.  «Por causa desse cuidado, apostei na atividade que me garantisse uma boa preparação física, sem perigo de hemorragias», explica.

Na altura, Alex Dowsett ainda não tinha intenções de ser ciclista, apenas queria ser o melhor em alguma coisa. Nadava muito, era forte e saudável, mas não suficientemente rápido.  O ciclismo pareceu-lhe ser a modalidade onde se podia superar. «Comecei a treinar aos 14 anos. Hoje [2015], integro a equipa olímpica britânica e sou campeão nacional de time trial», afirmava.

«De certa forma, sintome grato a esta condição.  A hemofilia levou-me  a ser campeão de ciclismo», afirma, orgulhoso. «Caso contrário, teria ficado a jogar futebol ou outros desportos, como todos os rapazes da minha idade, sem nunca me ter destacado», acrescenta ainda.

Crescer com a doença

Viver com esta condição em criança pode ser um sério trauma, se os pais não souberem lidar com o problema. Apesar do cenário assustador que os médicos descreveram sobre o que podia acontecer se Alex Dowsett caísse ou sofresse outro incidente do género, a sua família adotou a atitude correta. «Quando se sabe que uma criança é hemofílica, a tendência é para proteger demasiado, o que pode ser limitador», desabafa.

«A minha mãe tinha apenas muito cuidado em reforçar as calças com joalheiras almofadadas ou calçava sapatos mais altos para proteger os tornozelos e, a partir daí, deixava-me ir. Na escola primária, andei várias vezes com o braço pendurado, fiz arranhões e vivi outras situações menos agradáveis por causa de hemorragias internas. No entanto, nunca foi tão mau como os médicos previram. Na verdade, foi sempre mais difícil para os meus pais do que para mim», esclarece.

 

 

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