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Estudo “Cuidados Paliativos: o que sabem os portugueses”

no dia 18 de Outubro de 2017

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), em parceria com as Farmácias Holon, Universidade Católica Portuguesa – Instituto de Ciências da Saúde e oObservatório Português dos Cuidados Paliativos (OPCP), promoveu um estudo de perceção sobre os cuidados paliativos em Portugal. A pesquisa permitiu conhecer o nível de informação da população e contribuir para o seu empowerment em saúde.

O Estudo “Cuidados Paliativos: o que sabem os portugueses” foi apresentado e discutido no Seminário“Vida com Dignidade e Qualidade até ao Fim”, com a intervenção de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 14 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, perante quase 300 cidadãos.

 

“A APCP e o OPCP, beneficiando de uma parceria de colaboração com as Farmácias Holon, pretenderam com esta pesquisa conhecer a realidade portuguesa face ao desenvolvimento e proliferação dos cuidados paliativos no nosso país, nos últimos 10 anos. Através dos resultados obtidos podemos concluir que existe um bom conhecimento acerca do conceito, mas menor nos objetivos e forma de trabalho dos cuidados paliativos, e existem também fatores que continuam a condicionar, de forma grave, a disparidade deste conhecimento. Estamos perante uma total mudança de paradigma. As pessoas sabem o que são estes cuidados e que têm direito a usufruir deles sendo, por isso, expectável que os exijam junto dos profissionais de saúde e, acima de tudo, que exijam uma maior resposta por parte do nossoServiço Nacional de Saúde”, explica Manuel Luís Capelas, presidente da APCP.

 

Conclusões do Estudo:

  • Mais de 90% dos inquiridos sabe o que são cuidados paliativos, no entanto 6,6% pensa que são cuidados que atrasam ou adiam a morte;
  • 64,9% referem que nunca tiveram qualquer contacto com equipas de cuidados paliativos embora já tivessem ouvido falar destas equipas;
  • 6,7% nunca ouviram falar sobre equipas de cuidados paliativos;
  • Apenas 75% dos cidadãos identifica adequadamente os objetivos dos cuidados paliativos, apesar de 90% afirmarem saber o que são estes cuidados;
  • Mais de 80% dos sujeitos gostariam de ser cuidados/tratados em cuidados paliativos ou em unidades decuidados paliativos;
  • 50% associam a palavra “bem-estar” a cuidados paliativos e 49,2% a “tranquilidade”;
  • A palavra “cancro” continua ainda a ser bastante associada a estes cuidados (36,9%);
  • A escolaridade, rendimento, idade e local de residência (urbana e zona rural) continuam a influenciar os resultados ao nível do conhecimento destes cuidados.

 

“Apesar destes resultados serem favoráveis e tendo em conta todos os fatores influentes, importa reforçar o processo de disseminação dos conceitos-chave dos cuidados paliativos junto da sociedadeportuguesa, através de campanhas e ações de formação, visto em alguns setores os resultados obtidos apontarem para défices importantes”, conclui Manuel Luís Capelas.

 

Os inquéritos foram aplicados em Farmácias Holon do continente e ilhas, de julho a setembro de 2017, a uma amostra acidental de 795 sujeitos, com mais de 18 anos.

 

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