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16 de novembro – Dia Mundial do Cancro do Pâncreas

no dia 17 de Novembro de 2017
  • A World Pancreatic Cancer Coalition assinala o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas com um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e a necessidade de se aumentar a investigação na área.
  • Em Portugal, a Europacolon Portugal assinala este dia, no Porto, com uma sessão de debate que envolve médicos, profissionais de saúde, associações de doentes e testemunhos, aberta à população.
  • Se nada for feito, o cancro do pâncreas será a 4ª causa de morte por cancro em 2020.

No dia em que se assinala o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas a World Pancreatic Cancer Coalition, que junta entidades de todo o mundo unidas em torno do cancro pancreático, um dos cancros com a mais baixa taxa de sobrevivência,- através da campanha Exigir mais. Pelos Pacientes. Pela Sobrevivência. - pretende alertar para a importância de um diagnóstico precoce e inverter a tendência de elevada mortalidade desta doença.

 

Composta por peritos, académicos, doentes, médicos e decisores políticos de mais de 60 organizações oriundas de 27 países e seis continentes, a Europacolon é membro fundador da Coligação e único representante de Portugal nas iniciativas nacionais e internacionais desenvolvidas.

 

“Existe uma grande necessidade de inverter a tendência do diagnóstico do cancro do pâncreas num estadio avançado, bem como para incentivar um maior investimento na investigação orientada para novas formas de diagnóstico e tratamento. A investigação do carcinoma do pâncreas recebe menos de 2% de todos os financiamentos para a investigação do cancro na Europa, número este que se tem mantido nos últimos 40 anos, o que indica que é urgente alterarmos esta realidade” diz Vitor Neves, presidente da Europacolon Portugal.

 

Em Portugal, a Europacolon assinala o dia no Porto com uma sessão aberta ao público no IPATIMUP, a 16 de novembro às 9h00. Esta dedica-se à importância da prevenção, do diagnóstico precoce, do investimento na investigação e nas iniciativas desenvolvidas no âmbito nacional e internacionalmente e conta com a participação de conceituados especialistas em oncologia, investigadores, gastroenterologistas, cirurgiões, médicos de medicina geral e familiar, pacientes e associações de doentes.

 

Esta iniciativa local junta-se ao desafio da Coligação à comunidade global a atuar no sentido de aumentar a visibilidade desta doença mortal que, se nada for feito, será a quarta causa de morte por cancro no mundo em 2020. No site worldpancreaticcancerday.org está disponível toda a informação sobre a doença e no Facebook, Instagram e Twitter da campanha apela-se à partilha de informação de posts, fotografias e utilização de roupa roxa, cor que representa o cancro do pâncreas, com a utilização dos tags @worldpancreatic @worldpancreaticcancerday e as hashtags #wpcd e #pancreaticcancer.

 

Vitor Neves acrescenta que “Os sintomas e os riscos do cancro do pâncreas podem ser vagos e mal compreendidos pelo que é importante que as pessoas reconheçam os sinais de alerta. Esta campanha pretende chamar a atenção para esta doença. A verdade é que, ao longo dos anos, a coligação internacional tem conseguido aumentar o número de pessoas envolvidas na causa, através das campanhas anuais. Atualmente, não existe nenhum teste de rastreio ou método de deteção precoce do cancro do pâncreas e, embora se esteja a caminhar nesse sentido, o conhecimento dos sintomas e fatores de riscos continua a ser o fator mais importante para um diagnóstico precoce.”

Todos os dias, mais de 1000 pessoas em todo o mundo são diagnosticadas com cancro do pâncreas. Entre elas, cerca de 985 morrerão desta doença. Em Portugal são diagnosticados, todos os anos 1300 pessoas com este cancro. Embora as taxas de mortalidade estejam a diminuir para muitos outros cancros, estão a aumentar para o cancro do pâncreas. Com uma média de sobrevida de 4 meses, este é o cancro com a taxa de sobrevivência mais baixa entre os cancros mais graves e, em quase todos os países, é o único cancro grave com uma taxa de sobrevivência inferior a 10%, cerca de cinco anos (2 a 9%). A investigação demonstra que os doentes diagnosticados a tempo de uma intervenção cirúrgica têm mais hipóteses de sobrevivência a cinco ou mais anos.

Esta iniciativa mundial é apoiada pela biofarmacêutica Celgene.

 

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