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no dia 22 de Fevereiro de 2018

Está a decorrer nos EUA um ensaio clínico que pretende determinar se a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical poderá ser útil no tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo. O procedimento envolve a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical da criança, recolhidas à nascença, para posterior aplicação direta no músculo cardíaco.

 

O atual tratamento desta patologia envolve três cirurgias efetuadas durantes os primeiros 3 anos de vida da criança. A primeira cirurgia é realizada logo nos primeiros dias de vida, a segunda após 6 meses e a terceira aos 3 anos de idade. Contudo, estas crianças apresentam, mesmo assim, uma grande probabilidade de virem a sofrer de insuficiência cardíaca e de necessitarem de um transplante de coração ainda antes de atingirem a idade adulta.

 

“A hipótese que sustenta esta nova abordagem é simples: as células estaminais poderão estimular a formação de novas fibras musculares cardíacas, de forma a fortalecer o ventrículo direito, para que este consiga bombear mais sangue. Desta forma, talvez seja possível adiar, ou até prevenir, a insuficiência cardíaca que se observa a partir da adolescência nestes doentes e que os coloca em risco para transplante cardíaco” refere Bruna Moreia, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

 

O consórcio responsável por este estudo inovador é composto por quatro centros hospitalares dos EUA que acompanham crianças com esta cardiopatia. No âmbito deste ensaio clínico, os investigadores responsáveis planeiam administrar células estaminais de sangue do cordão umbilical autólogo, ou seja, do próprio doente, a 20 crianças com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo. Todas as crianças incluídas no estudo serão seguidas durante um longo período, para que os médicos possam avaliar se o tratamento consegue efetivamente fortalecer o seu coração.

 

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congénita muito rara, em que o lado esquerdo do coração se encontra severamente subdesenvolvido. Caso não seja corrigido através da cirurgia, este problema é fatal, pois o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. Atualmente, cerca de um em cada 100 bebés nasce com uma anomalia cardíaca congénita, embora, em muitos casos, seja já possível diagnosticar cardiopatias congénitas antes do nascimento e preparar o plano de tratamentos e acompanhamento indispensáveis para melhorar a esperança de vida destas crianças.

 

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