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Novo "Software" Disponível

no dia 22 de Janeiro de 2004
Graça Gerardo é professora de Português/Francês e diverte-se ao ouvir os alunos dizerem que a sua letra é a mais legível de todas as dos restantes docentes. A verdade é que a professora não escreve no quadro, como os outros, mas no computador - é cega e faz parte de um grupo de 400 pessoas que vão receber, até final de Fevereiro, um "software" pensado especificamente para portadores de deficiência visual. Trata-se de um programa que interpreta a informação que um utilizador sem deficiência visual vê no ecrã e que, através de um sintetizador de voz, traduz esses dados em linguagem oral. Este tipo de programas já existia, mas a voz que saía da placa de som do computador era roufenha e metálica, para já não falar do sotaque que podia ser britânico ou português do Brasil, uma coisa "imperceptível", recorda a professora. Agora a voz é clara, feminina e chama-se "Madalena". A responsável pela inovação é a Fundação Vodafone Portugal, que promoveu e financiou o trabalho de integração, recorrendo a empresas portuguesas como a Eletrosertec e o Instituto de Novas Tecnologias. Ao todo foram gastos 150 mil euros, mas "no futuro, haverá dinheiro para outras licenças", informa António Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal. Em parceria com o Ministério da Educação, a Vodafone entregou ontem, em Lisboa, os primeiros "kits" a alunos e professores do ensino básico, secundário e superior. Ao todo serão distribuídas, até ao final de Fevereiro, 400 licenças a alunos e professores cegos ou com baixa visão, de todo o país, incluindo ilhas. "O computador é a independência dos cegos", exclama a professora na EB 2,3 de Almeida Garrett, em Alfragide. Com ele, Graça Gerardo pode fazer as fichas, os testes, ler o jornal, aceder à Internet e procurar informação que lhe permita trazer inovações ao ensino das disciplinas que lecciona a mais de 180 alunos. Cátia gostou da voz de "Madalena" é com alguma expectativa que Cátia, 11 anos, aluna da EB 2,3 de D. João II, Santarém, espera por receber o sistema das mãos do presidente da Vodafone. Cátia gostou da voz de "Madalena" que "é melhor que a outra" que ouviu uma vez numa demonstração e que não a cativou. Apesar de nunca ter usado computador, espera que os professores a ajudem a tirar partido desta nova ferramenta. Ana, 18 anos, aluna de piano da Escola Superior de Artes e Música, em Castelo Branco, trabalhava com um programa muito antigo e lamenta que o novo não se coadune com o computador que usa, mas "é um primeiro passo". O sistema vai servir sobretudo para pesquisar informação, acrescenta. "Esta é uma resposta às necessidades específicas destes alunos e professores. Este projecto permite o desenvolvimento acrescido da literacia e uma maior integração", acentua a secretária de Estado da Educação, Mariana Cascais, recordando ainda que a proposta de alteração à lei do ensino especial, que está em discussão até ao próximo mês, procura a inclusão dos estudantes com necessidades educativas especiais no sistema de ensino regular. O novo sistema de leitor de ecrã, que foi testado e verificado pela Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais, poderá sair fora das portas da escola e ser utilizado por qualquer invisual português, aponta António Carrapatoso. "Devemos aproveitar as suas potencialidades", conclui. [ fim ]

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