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Doentes mentais tratados debaixo de chuva e amianto

no dia 17 de Fevereiro de 2004
A fachada da unidade de psiquiatria da Casa de Saúde de S. Miguel e as inaugurações de novas unidades destinadas à toxicodependência têm escondido ao longo dos anos, a falta de condições físicas e de recursos humanos no internamento dos doença mentais. A unidade de psiquiatria frequentada por 144 doentes, funciona em instalações velhas e exíguas, que datam de 1930. Um longo corredor estreito e escuro dá acesso aos húmidos quartos dos doentes, onde o espaço entre as camas é mínimo. Em dias de chuva, a Unidade é inundada pela água que se infiltra pelos tectos, paredes e pelas janelas velhas e podres. Muitos são os casos em que os doentes acordam com os colchões ensopados ou funcionários têm de desviar as camas. As próprias casas de banho são velhas e sem condições. Por exemplo, na Unidade de Doentes de Evolução Prolongada apenas existe um casa de banho para 46 utentes. Há cerca de um ano, o perigo levou ao encerramento da Unidade de Vida Protegida, tendo os doentes sido transferidos para o ginásio, adaptado em pequenos quartos sem arejamento. A situação não se fica por aqui. Na Unidade dos doentes portadores de deficiência profunda, para além das infiltrações, a telha de fibrocimento possui amianto é ilegal e prejudicial à saúde. A Casa de Saúde é a própria a denunciar, mas a directora da instituição diz "não ter dinheiro para a sua substituição". Se há risco de vida na unidade de psiquiatria, o mesmo se passa nas zonas da rouparia e da lavandaria, (ao lado do depósito do gás) onde um curto circuito pode causar um grande incêndio. A falta de espaço aliada a uma cada vez maior procura da instituição por parte da comunidade levou, inclusivamente, a que gabinetes médicos fossem transformados em quartos para acolher doentes da Unidade de Transição (maioria repatriados). Vários alertas já foram lançados ao Governo Regional para a situação "caótica" da saúde mental. Recentemente, foi vista e sentida 'in loco' pelo secretário regional dos Assuntos Sociais. Ao visitar as instalações, num dia de muita chuva, "quase caiu no chão", afirmando logo de seguida que "isto está muito mau" relata a directora da instituição, Suzete Frias. Há cerca de dois anos, a Casa de Saúde de S. Miguel apresentou um projecto para a criação de pequenas unidades para os doentes mentais agudos, de evolução prolongada, de psicogeriatria, vida protegida, de transição e residências de vida apoiada. Mas até hoje, aguarda o financiamento. Suzete Frias lança agora um apelo público para a situação crítica em que a saúde mental está a funcionar. Para além da falta de condições, há o eterno problema de falta de verbas, agravado com a actual legislação que "omite a saúde mental e o financiamento do Governo não contempla a reabilitação psicossocial". Com o protocolo de cooperação financeira com a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais desactualizado, a instituição encerra anualmente o ano com saldo negativo. O valor pago pelas diárias de internamento dos doentes, seja directamente pela instituição ou através do hospital, está longe de corresponder à realidade. Os 28.83 cêntimos pagam praticamente só os medicamentos. E as equipas técnicas? questiona Suzete Frias. Esclarece que "hoje um doente institucionalizado para além do tratamento tem toda a reabilitação psicossocial para treino de competências da vida diária, de forma a tornar-se autónomo e isto não está contemplado no protocolo". "Se a lei da saúde mental promove o modelo de intervenção psicossocial e as instituições têm de se actualizar, então temos de ser financiados de acordo com a reestruturação exigida", afirma Suzete Frias. Em Junho deste ano, a Casa de Saúde deverá conhecer o custo de cada doente internado e apoiado pela instituição, com a instalação de um programa de contabilidade analítica. Só assim, acrescenta, "podemos justificar um aumento das diárias e o financiamento das outras actividades". Fonte:Açoreano Oriental [Fim de Noticia]

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