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Cães que ajudam as pessoas

no dia 31 de Dezembro de 1970
Samba, Misty, Mood e Benny são os nomes de quatro candidatos a uma vida dedicada a pessoas com necessidades especiais. Uns vão viver com utilizadores de cadeiras de rodas ou surdos. Outros vão, de vez em quando, fazer uma visita de terapia a crianças ou adultos. Mas, antes de tudo isto, vão passar seis meses de treino a aprender como se pode ajudar alguém que precisa. São cães de assistência e terapia, que pertencem à recém-criada Associação Portuguesa
para a Intervenção com Animais de Ajuda Social (Animas).
é a primeira iniciativa deste âmbito em Portugal. A acção já foi experimentada noutros países e "com sucesso", segundo Liliana de Sousa, presidente da Animas, bióloga e docente no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Por cá, apenas conhecemos os "cães-guia" usados para ajudar cegos e casos felizes (mas ainda raros) do uso de animais de terapia - geralmente cavalos ou golfinhos - na reabilitação de crianças com paralisia cerebral ou atrasos de aprendizagem.
Recentemente, um grupo de técnicos de saúde, veterinários, terapeutas e criadores de cães resolveram ir mais longe e criaram a Animas. O objectivo é "promover a utilização de cães de ajuda por parte de utentes com incapacidades - esclerose múltipla, espinha bífica, utilizadores de cadeiras de rodas pelas mais variadas circunstâncias, surdos". Assim, os 22 associados vão, num regime de pura "carolice", promover, de Junho a Janeiro de 2003, a realização do I Curso
de Treino de Cães de Assistência em Portugal, em Santa Maria da Feira.

Oito alunos caninos

A primeira classe a formar terá oito alunos caninos. "Os cães vão aprender a ser obedientes e a desempenhar determinadas tarefas, como apanhar objectos do chão, acender luzes, ajudar a tirar uma camisola, puxar uma cadeira de rodas ou avisar uma mãe surda quando o bebé chora", explica Liliana de Sousa.
Dos oito animais ensinados, dois serão entregues - gratuitamente e com coletes, caderneta, apólice de seguro, certificado de treino e boletim de vacinas e análises ao sangue - a utilizadores de cadeiras de rodas, dois a surdos e os restantes quatro ficarão destinados a acções de terapia, como, por exemplo, visitas a crianças com problemas.Segundo Liliana de Sousa, a atribuição dos cães será feita de acordo com as orientações das associações de deficientes e os animais serão sempre propriedade da Animas. "Os estudos levados a cabo em diversos hospitais e associações de incapacitados demonstram que as pessoas que possuem um cão de assistência aumentam o seu nível de independência de forma notável". E, para o cão, "é tudo uma brincadeira", acrescenta Liliana de Sousa, que faz questão de sublinhar que é essencial que exista entre o utente e o animal "um bem-estar mútuo".
Mas este será também o curso que irá formar os primeiros treinadores portugueses. Os professores vêm da fundação espanhola Bocalán, que tem vários anos de experiência nesta actividade e, além da formação, já prometeu doar dois cães à Animas.


[Fim da Notícia]

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