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Jovem com paralisia cerebral protagonista no filme

no dia 27 de Outubro de 2004
A problemática da mulher deficiente e os seus direitos ao emprego, às acessibilidades ou outros aspectos do dia a dia são o tema de um documentário que hoje é apresentado no Teatro Viriato. Um filme que tem como protagonista Simone, uma jovem de Castro daire com paralisia cerebral. Uma película sobre como os desejos podem tornar-se realidade Simone tem 25 anos, vive perto de Castro Daire e tem paralisia cerebral. Simone é a actriz principal do filme No Fio dos Limites da realizadora alemã Christine Reeh, um filme que fala sobre o amor pela vida. A estreia desta película acontece hoje de manhã no Teatro Viriato e amanhã no Centro Municipal de Cultura em Castro Daire. Na mesma altura será visionado também um outro documentário Olhar Por Dentro, da mesma realizadora, sobre uma criança de seis anos que é cega profunda desde nascença. Este Filme faz parte da série Outros Sonhos, uma quadrologia sobre vários tipos de deficiência em que cada um dos filmes retrata um caso específico. O filme com Simone ganhou o primeiro prémio do Festival de Curtas Metragens do Hospital Júlio de Matos e foi seleccionado para o Festival Cronograf na Moldávia e Festival "You and Me" da Polónia. No Fio dos Limites, Simone representa a sua própria vida. A jovem de 25 anos não pode andar nem estar de pé, mexe uma mão com dificuldades e fala de uma maneira dificilmente perceptível. Embora esteja a fazer um estágio na biblioteca de Castro Daire, o seu futuro está em aberto, pois a pergunta que se faz é se ela vai conseguir manter um emprego. Esta e outras perguntas são colocadas ao longo do filme, em que Simone sente-se isolada da sociedade mas em que, com a ajuda das suas amigas, também com deficiências, tenta enfrentar o futuro. Para a cineasta alemã, Simone é uma jovem muito especial e ao mesmo tempo provocador. Christine Reeh explica que esta provocação passa pelos desejos simples de qualquer jovem da sua idade, nos quais ela insiste incansavelmente, desde namorar, ir à discoteca, ter um emprego e viver independentemente dos pais. O trabalho com Simone foi extremamente rico, pois é uma pessoa aberta a tudo o que sejam experiências novas e onde possa comunicar com outras pessoas, frisou a realizadora, acrescentando que ela tem um espírito rebelde. Por isso, as dificuldades de ficar à vontade em presença da equipa de filmagem e da câmara foram fáceis de ultrapassar, principalmente com amizade. A Simone integrou-se na equipa desde o início e a rodagem acabou por ser um trabalho tão banal para ela como para os outros membros da equipa, sustentou a cineasta para quem fazer cinema é uma necessidade que vem do facto de eu própria gostar de ver bons filmes e de precisar desses filmes. Para mim filmes como o da Simone são essenciais para a nossa sobrevivência emocional, trata-se nada mais nada menos do que ter a experiência de encontrar uma verdadeira heroína, sublinhou a realizadora. A mim não me interessa fazer filmes para deixar o espectador indiferente, concluiu. Christine Reeh disse ainda que a escolha de Simone aconteceu com o apoio do núcleo de Viseu da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) que facilitou a pesquisa e a preparação, dando-nos informações sobre a deficiência e uma vasta lista de possíveis personagens. Fomos falar com todas, mas a partir do momento em que encontrámos a Simone, demos o casting como concluído. Sensibilizar No Fio dos Limites é um dos filmes que faz parte da campanha de sensibilização e informação para a Igualdade de Oportunidades para as Mulheres com Deficiência, um projecto da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD). O objectivo é o de informar as populações dos concelhos do interior para os direitos Humanos da Mulher com Deficiência, no sentido de garantir a igualdade de oportunidades ente mulheres e homens. Foi no decorrer do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência que a CNOD pediu à cineasta que realizasse quatro documentários criativos sobre pessoas com deficiência. Uma iniciativa a que se uniram vários organismos, nomeadamente a Câmara Municipal de Viseu, entidade que recebeu o Prémio CNOD 2003 - Ao Europeu da Pessoa com Deficiência, pelo apoio comcedido às iniciativas do CNOD. O filme é uma produção da Asterisk Produções e co-produzido pela RTP. Fonte:Diário de Viseu [Fim de Notícia]

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