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Nove portugueses morrem de cancro do cólon por dia

no dia 20 de Abril de 2005
O cancro do cólon mata nove portugueses por dia. é a segunda causa de morte por tumor maligno, depois do cancro do pulmão. Os especialistas insistem e apelam às autoridades "O rastreio deste cancro é o único que salva vidas, é económico, e reduz a mortalidade." Para a Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED) - que hoje promove a conferência "Portugal e a prevenção do can- cro do cólon e do recto: que futu-ro?" -, "este é um dos raros países da Europa que não seguem uma estratégia efectiva de prevenção". Estima-se que cinco mil novos casos sejam detectados todos os anos e que cem mil pessoas sofram com a doença de um parente próximo, em Portugal. De acordo com a secretária-geral da SPED e gastrenterologista no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, Isabelle Cremers, "o País está a acompanhar a tendência europeia." Em 20 anos, a incidência deste tumor aumentou 80% em Portugal. Um cenário que podia ser facilmente evitado, uma vez que "o rastreio ao cancro do cólon tem potencialidades fantásticas", diz. Segundo dados da SPED, este exame evita 90% das mortes e custa ao Estado 85 euros. O preço a pagar pelo tratamento de um doente com cancro do cólon é de 25 mil euros, o que significa que "este é um rastreio muito rentável", afirma a gastrenterologista. E porque as taxas de sobrevivência são mais baixas quanto mais tarde for feito um diagnóstico, "é importante sensibilizar o poder político para que o sistema nacional de saúde e as comunidades científicas cheguem a uma estratégia de prevenção", diz Isabelle Cremers. causas e consequências. A par da alimentação, os antecedentes familiares são o maior factor de risco associado ao cancro do cólon. Em 30% dos casos observados nos hospitais portugueses, verifica-se que na família do doente há um historial de cancro do intestino grosso. Desses, 5% surgem em famílias de alto risco - em que várias pessoas têm ou tiveram tumores malignos diagnosticados durante a juventude. Muito frequente nos países ocidentais, o cancro do cólon afecta tanto homens como mulheres e pode surgir em qualquer idade. No entanto, a partir dos 50 anos, o risco duplica a cada década de vida. Mais de 90% de todos os casos de cancro do cólon têm origem num tipo de pólipo benigno, o adenoma. E só um em cada dez adenomas degenera em cancro - um processo que pode demorar dez anos -, pelo que a sua remoção é uma medida preventiva eficaz. Os sintomas nem sempre se manifestam. Quando presentes, têm a forma de perdas de sangue e alterações do funcionamento intestinal, como a diarreia ou a obstipação. O cancro do cólon pode ser detectado através de pesquisa de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia flexível ou colonoscopia. Uma dieta adequada, "a mediterrânica", tem um papel essencial na prevenção, explica Isabelle Cremers. "Rica em fibras, com azeite, muitos legumes e preferência do peixe em relação à carne", sintetiza. A prova dos nove da eficácia desta dieta faz-se observando o fenómeno de emigração "Em áfrica a incidência deste cancro é muito baixa. Mas a população africana que emigra para países da Europa ocidental adquire os nossos hábitos e acaba por ter cancro do cólon." Fonte:Diário de Notícias [Fim de Notícia]

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