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Lábio Leporino

no dia 01 de Janeiro de 1970
Nascer com uma fissura ou fenda labial palatina, mais conhecida como lábio leporino, está longe de ser uma situação sem solução. Hoje em dia, há procedimentos cirúrgicos que garantem reparação da lesão com grande melhora na normalização das funções da fala e da mastigação, assegurando melhor qualidade de vida para a criança. Lábio leporino é uma malformação congénita, ou seja, é um defeito anatómico presente em indivíduos desde o nascimento. Trata-se de uma fenda que resulta da falta de fusão dos tecidos e músculos da região oral; pode atingir somente o lábio superior ou, em casos mais delicados, estender-se até o palato, o céu da boca. A deformidade lábio palatal é mais comum em sexo masculino e seu grau de incidência varia de acordo com as raças. A origem das malformações congénitas ainda intriga médicos e pesquisadores. Sabe-se, por enquanto, que a hereditariedade tem algum peso. Um indivíduo com fissura labial, seja simples ou atingindo o palato, tem 4% de probabilidade de ter um filho com o mesmo defeito. Estudos realizados até o momento já identificaram outros factores que podem estar ligados à incidência dessa malformação. Os principais são o uso, durante a gravidez, de certos medicamentos como corticóides, hidantoína (droga encontrada em anticonvulsivos), vitamina A artificial e ácido acetilsalicílico (encontrado em analgésicos). Ingestão de agrotóxicos, exposição a radiações (raio X e outros) e algumas doenças contraídas durante a gravidez, como rubéola, toxoplasmose e diabetes, também podem contribuir. é muito importante que a mulher grávida receba atendimento pré-natal adequado, só tome medicamentos sob orientação médica e, na medida do possível, evite contacto com portadores de doenças contagiosas como a rubéola. A época ideal para submeter a criança à cirurgia reparadora e o número de operações necessárias para um bom resultado variam de um caso para outro. Na fenda labial, sem atingir o palato, a intervenção cirúrgica é simples e indicada nos três primeiros meses de vida. A cirurgia dura em média duas horas, sempre sob anestesia geral, e a recuperação é rápida, deixando apenas uma sensação de desconforto. Os pontos são retirados depois de uma semana, e a própria mãe pode fazer em casa a limpeza e os curativos no lábio do bebé. Conforme o resultado da operação, que dependerá da extensão da fenda labial e da recuperação da criança, o médico orienta os pais sobre a necessidade de mais uma, ou de várias intervenções. Quando a fenda atinge também o palato torna-se necessário, em geral, mais de uma cirurgia. Esse tipo de cirurgia é mais complexo e a reparação é feita por etapas. A primeira delas costuma ser marcada logo que a criança completa o primeiro ano de vida, e as seguintes, em intervalos determinados pela recuperação da criança, até que se atinja a reconstrução total do palato. Como o céu da boca está directamente relacionado com a articulação e emissão dos sons, as crianças com resultados cirúrgicos precários ou que foram submetidas tardiamente à cirurgia poderão apresentar sequelas na fala. Os problemas mais comuns são a dificuldade na emissão de determinadas consoantes e voz fanhosa. As crianças com fenda lábio palatal precisarão fazer reeducação oral e correcção dos dentes, o que acaba envolvendo mais de um profissional. O fonoaudiólogo vai agir para melhorar a sucção e a mastigação, assim como o bom desenvolvimento da fala. Para evitar deformações na arcada dentária e no posicionamento dos dentes, o ortodontista recomendará o uso de aparelhos ortodnticos nos primeiros anos de vida da criança. A recuperação estética deve ser feita posteriormente à custa de intervenções para melhorar cicatrizes e corrigir defeitos específicos como os do nariz.


[Fim da Notícia]

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