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Hipertermia Maligna

no dia 01 de Janeiro de 1970
Hipertermia maligna é uma síndrome de origem farmaco-genética que classicamente se manifesta quando o seu portador é submetido a um ou mais factores desencadeantes durante uma anestesia geral. Inicia-se assim, um processo de hipermetabolismo da célula muscular esquelética, podendo levar à sua destruição, consumindo grande quantidade de energia, com rápida e intensa elevação da temperatura, e consequentemente produzindo alterações bioquímicas e hematológicas, que podem evoluir para choque irreversível e morte.
A incidência da hipertermia maligna não é definida, porém estima-se que possa variar de 1:14.000 a 1:200.000 pacientes submetidos à anestesia geral. Esta grande variação é explicada parcialmente pela falta de critérios uniformes para o diagnóstico clínico, pela variação dos tipos de anestesia e pelo critério de classificação clínica de hipertermia maligna. é sabido que há maior inicidência de hipertermia maligna em pacientes pediátricos do que entre adultos de meia idade e idosos. A intensidade e importância das manifestações da crise de hipertermia maligna estão relacionadas com a administração concomitante de drogas. Em 1994, The North American Malignant Hyperthermia Registry publicou dados correlacionando o desenvolvimento da síndrome de hipertermia maligna e a utilização de anestésico inalatório volátil com ou sem a associação de succinilcolina: 64% dos pacientes tiveram associados o halogenado e a succinilcolina, 21% somente o halogenado e 6% foi utilizada apenas a succinilcolina.
As manifestações clínicas da síndrome de hipertermia maligna não obedecem a nenhuma ordem cronológica. O sinal mais frequente é o aumento do gás carbónico no final da expiração causado pelo aumento do metabolismo da célula muscular esquelética. Outros sinais também podem ter aparecimento precoce, como o aumento da frequência cardíaca, arritmias diversas, o que muitas vezes rotula-se como plano de anestesia inadequado. Pode haver cianose. A rigidez muscular, como a do músculo masseter que dificulta a entubação traqueal aparece isolada, ou associada à rigidez de outros grupos musculares. Todas as formas de rigidez muscular levam à destruição de grandes áreas de tecido muscular, levando à rabdomiólise. O aumento da temperatura não é o primeiro sinal a se manifestar, porém após o início, geralmente tem ascensão rápida, com aumento médio de 1-2 C a cada 5 minutos. à medida que há desenvolvimento da síndrome, há progressivas acidoses metabólica e respiratórias, hipercalemia, hipercalcemia, lactacidemia, mioglobinemia, assim como aumentos absurdamente elevados da creatinofosfoquinase. A mioglobinúria é responsável pela insuficiência renal aguda.
A principal preocupação é a precocidade do diagnóstico. Se possível suspender o ato cirúrgico. De imediato é feita a suspensão da administração do agente desencadeante (anestésico inalatório), trocando-se o sistema de anestesia com absorvedor de gás carbónico, se este estiver em uso, por sistema sem reinalação, ventilar o paciente em controlada com FIO2=1, monitorar a temperatura, iniciar a administração de dantrolene venoso (dose inicial 2,5-3,0 mg/Kg por via venosa, até completar 10,0 mg/Kg). Na fase aguda, para um paciente de 70 Kg, é necessário que haja no mínimo 36 (trinta e seis) frascos (01 "kit"), já que poderão ser utilizados até 700 mg (cada frasco contém 20 mg). Hidratar generosamente o paciente. Iniciar o processo de resfriamento: utilizar soluções parentais geladas (não usar solução de Ringer com lactado que contém cálcio), lavar cavidades (gástrica, vesical, intestinal, peritonial) com soluções geladas, usar manta térmica para resfriamento da superfície corporal e instalar circulação extracorpórea, se necessário. Porém estas medidas devem ser monitoradas e observadas rigorosamente, para que o paciente não tenha hipotermia. Tratar a acidose metabólica. Analisar rotineira e frequentemente a gasometria arterial, a creatinofosfoquinase, a potassemia, calcemia, mioglobinemia, mioglobinúria e a coagulação sanguínea.
O paciente é encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva, sendo mantido em prótese ventilatória, se necessário, recebendo dantrolene por 24-72 horas, se persistirem os sintomas, na dose de 1 mg/Kg/dia por via venosa.
O paciente que desencadeou crise suspeita ou clinicamente compatível com a hipertermia maligna deverá ter informações detalhadas, e alertado quanto à possibilidade de ser portador da mesma. Seus familiares deverão ter suas histórias patológicas pregressas investigadas, assim com serem informados detalhadamente sobre o eventos.
Encaminhar o paciente (e familiares) para possível biopsia muscular para investigação laboratorial através de testes farmacológicos em músculo estriado com exposição do mesmo à cafeína e halotano.


[Fim da Notícia]

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