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Miranda do Douro:

no dia 06 de Outubro de 2005
A utilização do burro mirandês vai permitir, a partir do próximo ano, a realização de sessões regulares de asinoterapia, um terapêutica alternativa para pessoas com necessidades especiais, anunciou hoje fonte ligada ao projecto. Técnicos que trabalham na área da deficiência vão receber durante três dias, desde hoje até sábado, formação específica no II Encontro de Asinoterapia, que decorre em Miranda do Douro e Vimioso, no distrito de Bragança. A iniciativa é da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), responsável pela preservação do burro mirandês, a única raça asinina portuguesa protegida pela União Europeia. Segundo Miguel Nóvoa, da AEPGA, "a asinoterapia mostra que o contacto repetitivo com os burros melhora o equilíbrio, contribui para o desenvolvimento dos músculos fracos, e a interacção com o animal estimula o vocabulário e reforça a auto-estima e confiança". A associação lançou a ideia do desenvolvimento da asinoterapia há um ano, no primeiro encontro sobre o tema, tendo como destinatárias, sobretudo, as crianças com necessidades especiais em Trás-os-Montes. Desde então, tem promovido sessões esporádicas desta técnica terapêutica alternativa, já utilizada há várias décadas na França e na Inglaterra. De acordo com Miguel Nóvoa, técnicos destes dois países vão dar formação nos próximos três dias a colegas portugueses para que, a partir do próximo ano, seja possível realizarem-se, de forma regular, as sessões terapêuticas com os burros mirandeses. Estudos levados a cabo em outros países têm evidenciado os benefícios da asinoterapia no cuidado e tratamento de pessoas com problemas físicos e mentais. Esta técnica terapêutica confere também ao burro mirandês um novo papel social, depois de séculos encarado como simples animal de carga. Em quatro anos de trabalho, a AEPGA conseguiu também transformar o burro mirandês num novo atractivo turístico do Nordeste Transmontano, proporcionando aos visitantes passeios que, a partir do próximo ano, deverão estender-se entre os parques naturais de Montesinho e do Douro Internacional. Os turistas podem alugar um burro durante dois dias por cerca de 50 euros e conhecerem o seu quotidiano, além de desfrutarem de passeios. Estas actividades proporcionam também uma nova fonte de rendimento aos criadores dos burros, que se encontram em vias de extinção, estando contabilizados cerca de 1.300 exemplares em todo o Planalto Mirandês. A associação protectora dispõe de centros de acolhimento e reprodução e pretende avançar com um projecto de inseminação artificial para a recuperação da raça. As características únicas destes animais afáveis, corpulentos e com pelagem farta levaram a União Europeia a reconhecê-lo como raça autóctone, em 2002, graças ao trabalho de uma estagiária de zootécnia, Luísa Samões, que fez o primeiro estudo sobre estes animais, no Parque Natural do Douro Internacional. Fonte:Lusa [Fim de Notícia]

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