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Açoriano afirma ter descoberto cura para a psoríase

no dia 21 de Novembro de 2005
Apesar de não ser contagiosa, a psoríase espalha a discriminação e, consequentemente, a exclusão. Um cenário que levou Albano Ferreira a tentar, pelas suas próprias mãos, fazer face ao drama que se apoderou da sua pele. Comecei por juntar algumas pomadas e fármacos e ao longo dos anos fui conseguindo aperfeiçoar uma loção que fui aplicando nas zonas do corpo por onde a doença foi proliferando, esclarece o micaelense. Já no que concerne ao conteúdo da poção, Albano Ferreira prefere não entrar em muitos detalhes, mostrando somente três ou quatro dos compostos usados na mistura. Dada a aplicação periódica da referida loção, o micaelense assume que as marcas da doença foram desaparecendo e actualmente apresenta-se sem qualquer marca de psoríase. No rosto ainda aplico o produto algumas vezes mas nas costas deixei de o fazer há cerca de sete anos e nunca mais tive qualquer surto da doença, explica. Confrontado com a possibilidade de ter encontrado a cura para a psoríase, Albano Ferreira não hesita em responder afirmativamente, justificando com o seu caso particular e com os resultados obtidos em mais algumas pessoas que utilizam o seu produto. Face a essa alegada descoberta, o açoriano refere o benefício que iria ser reproduzido nos portadores de uma patologia cutânea crónica que afecta mais de 190 milhões de pessoas em todo o mundo. Trata-se de um número preocupante tendo em conta que o sofrimento dos doentes com o repúdio dos outros conduz, em muitos casos, a um afastamento com receio de que quem com eles convive não aceite a diferença que as marcas da psoríase imprimem do ponto de vista estético. Um cenário constrangedor que, dia após dia, tem complicado a vida a Esmeralda(nome fictício). Tive de passar a exercer as minhas funções de funcionária pública mais à retaguarda derivado à minha doença. Tudo porque as pessoas discriminam os doentes de psoríase, muitas vezes, derivado ao desconhecimento que têm desta patologia. E, à semelhança de Albano Ferreira, também Esmeralda tem procurado, ao longo dos anos, em vários tipos de tratamento uma solução (ainda que temporária) para minimizar os efeitos nefastos da doença daí ter chegado à referida loção. Esmeralda refere que acredita plenamente no seu efeito uma vez que já o uso há mais de dois anos, tendo registado resultados bastante significativos em relação a outras terapêuticas. Apreciação clínica Já do ponto de vista médico a loção de Albano Ferreira é vista de uma forma bastante céptica, apoiado nas próprias características da patologia. Segundo o clínico Rui César, apesar da psoríase ser uma doença crónica, podem ocorrer fases de melhorias e agravamentos, que vão variar de acordo com vários factores a que o portador possa estar sujeito. Acrescenta o médico do Hospital do Divino Espírito Santo que a eficácia de um tratamento de psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, podendo variar desde a simples aplicação de medicação tópica até tratamentos mais complexos. Explica então Rui César que a própria resposta ao tratamento também vai variar muito de paciente para paciente, sendo que a componente emocional terá de ser tida em linha de conta. Por todo esse conjunto de circunstâncias, o clínica remata que as melhorias operadas nos utilizadores da loção de Albano Ferreira podem dever-se a coincidências entre surtos de psoríase em que inferem vários factores que podem desencadear ou inibir crises da doença. Conhecer melhor a doença A psoríase é uma dermatose inflamatória que resulta de um desequilíbrio epidérmico, podendo manifestar-se de várias maneiras e graus. Em alguns casos ocorre sob a forma de lesões mínimas mas em casos mais graves pode chegar mesmo a comprometer a pele do corpo todo. De uma forma geral, nas primeiras crises surgem pequenas manchas vermelhas que aumentam gradualmente até surgirem lesões de cor avermelhada chamadas placas ou lesões de psoríase. Estas placas apresentam características descamativas, bem delineadas e de evolução crónica. De salientar que a psoríase tem o seu aparecimento condicionado por células da pele que estão constantemente a ser destruídas à superfície e a multiplicarem-se nas camadas mais inferiores aumentam a sua velocidade de multiplicação, por isso descamam mais rapidamente do que na pele normal, seguindo-se as inflamações. A zona cutânea afectada pela psoríase é geralmente muito seca e tem manifestações localizadas. As partes do corpo mais atingidas pela doença são os joelhos, os cotovelos, as canelas, a zona lombar e o couro cabeludo. De salientar que não se trata de uma patologia contagiosa. O seu despoletar apenas resulta de uma alteração da pele do indivíduo causada por factores do mesmo e não por qualquer outro agente infeccioso que possa ser transmissível a outros indivíduos. Como tratar a psoríase Na generalidade, o tratamento ministrado aos portadores de psoríase incide no uso de derivados do ácido retinóico e da vitamina D. No caso de outros tratamentos, mais dirigidos aos sintomas, está incluída a aplicação de unguentos e pomadas descamativas, para além da exposição ao sol e raios ultravioletas. No leque dos tratamentos mais inovadores destaca-se a fototerapia laser. Trata-se, como o próprio nome indica, de um método que utiliza a terapia da luz e onde os tratamentos aplicados na camada superficial da pele são considerados dos mais eficazes no combate à doença, mesmo em casos em que existe uma grande extensão de pele afectada. Outro dos tratamentos que tem contabilizado bastantes adeptos, é o que se pratica nas termas de Kangal na Turquia, uma alternativa aos tratamentos convencionais com químicos. Os preços (incluindo tratamento e viagem) podem variar entre 1800 e 2500 euros. Claro está que, sendo a psoríase uma doença crónica, poderão existir alturas em que se verificam melhorias mais evidentes e outras em que a evolução não é tão notória. Os factores que motivam a sua progressão/regressão vão depender, em grande medida, das oscilações emocionais a que o paciente está sujeito. Fonte:Açoriano Oriental [Fim de Notícia]

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