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Novos tratamentos para a hipertensão

no dia 30 de Janeiro de 2006
Sabemos que a hipertensão constitui o principal risco de enfarte, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Isso mesmo foi recordado num trabalho sobre hipertensão publicado na "Medicina & Saúde" de Abril último, baseado numa entrevista com o Dr. João Saavedra, cardiologista e chefe de Serviço de Medicina do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e num depoimento do Dr. Acílio Gala, clínico geral. Sabemos também que, para um doente hipertenso, basta manter a pressão arterial abaixo dos valores de 140 (máxima) e 90 (mínima) para reduzir a probabilidade de ter um acidente vascular cerebral (trombose) em cerca de 40% e em 25% a probabilidade de ter um enfarte. Ora, se sabemos tudo isto, porque será que um estudo recente sobre a hipertensão em Portugal demonstrou que só cerca de 11% dos doentes têm a sua pressão arterial controlada? O problema parece estar na reacção do doente ao tratamento: muitos doentes não sabem que o tratamento da hipertensão tem de ser permanente, não cumprindo as recomendações do médico ou deixando de tomar os medicamentos quando a pressão arterial volta ao normal. Um outro problema são os efeitos secundários (dores de cabeça, cansaço, pernas inchadas) devidos a alguns tratamentos. Dado que a hipertensão não provoca sintomas, os doentes frequentemente abandonam o tratamento quando estes efeitos secundários aparecem. Existem medicamentos eficazes, capaz de baixar a pressão arterial, mas todos eles podem provocar efeitos secundários. Uma boa notícia parece ser o lançamento recente em Portugal de um novo medicamento anti-hipertensor: a lercanidipina. Este fármaco representa a 3. geração do grupo dos antagonistas de cálcio, medicamentos anti-hipertensores muito utilizados, conhecidos pela sua eficácia, mas que provocavam efeitos secundários com alguma frequência, nomeadamente o edema maleolar (inchaço dos pés e/ou pernas), as dores de cabeça e o rubor. Estes efeitos secundários, que são referidos por até uma em cada três mulheres e um em cada quatro homens, são frequentemente causa da paragem do tratamento. Num estudo internacional, o Challenge Trial, publicado recentemente na revista Blood Pressure, a lercanidipina foi comparada com os antagonistas do cálcio tradicionais (amlodipina, nifedipina, felodipina e nitrendipina), muito utilizados em todo o mundo. Neste estudo apenas participaram doentes que tinham a sua pressão arterial controlada com antagonistas do cálcio, mas que se queixavam dos efeitos secundários que esse tratamento provocava. Após um período de observação de uma semana, todos os doentes envolvidos no estudo deixaram de tomar os antagonistas do cálcio tradicionais e passaram a tomar lercanidipina durante mais quatro semanas. Terminado este período, voltaram a tomar os seus medicamentos originais, deixando de tomar lercanidipina. Durante todo o estudo foram observados regularmente, sendo verificada a pressão arterial e a existência de efeitos secundários. Quais foram os resultados? A lercanidipina manteve o mesmo grau de controlo da pressão arterial verificado com os antagonistas do cálcio tradicionais, demonstrando uma eficácia anti-hipertensiva equivalente. A grande diferença foi nos efeitos secundários: a lercanidipina reduziu quase a metade a percentagem de doentes que se queixavam dos efeitos secundários mais importantes (pés inchados, dores de cabeça, rubor). A disponibilidade de um novo medicamento tão eficaz como os tradicionais, mas que apenas provoca metade dos efeitos secundários, pode vir a ser uma boa oportunidade para todos os doentes hipertensos, particularmente para aqueles com dificuldades em tolerar o tratamento. Fonte:Sapo [Fim de Notícia]

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