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Transplante Cardíaco

no dia 09 de Fevereiro de 2006
A taxa de sobrevivência após transplante cardíaco na Faculdade de Medicina do Porto é de 68 por cento no primeiro ano, mostra um estudo efectuado por aquela instituição. Segundo os cálculos da Faculdade de Medicina do Porto, a taxa de sobrevivência desde para os 59 por cento nos cinco anos após o transplante, número que se mantém no décimo ano após a intervenção. Segundo o relatório, entre 1987 e 2002 o Centro de Cirurgia Cardiotorácica daquela faculdade transplantou 32 doentes, dos 21 aos 53 anos, dos quais 59 por cento eram homens dos 35 aos 49 anos. Deste total, faleceram 13 doentes, cinco dos quais não sobreviveram ao primeiro mês pós-operatório, tendo como principal causa de morte a falência hemodinâmica. As causas de mortalidade tardia (após o primeiro mês) foram sobretudo doença cardiovascular do enxerto, rejeição e infecção. Segundo a instituição, a transplantação cardíaca é o procedimento terapêutico que maior impacto tem sobre a evolução natural da insuficiência cardíaca nos seus estados mais avançados, mas é apenas usada em pessoas com idade inferior a 60 anos que não tenham alternativa e não apresentem contra-indicações. A faculdade aponta que os registos do "The International Society of The Heart and Lung Transplantation" indicam que a taxa de sobrevivência global no primeiro ano é de 80 por cento, 66 por cento no quinto ano e 47 por cento no décimo. Estes números levam a instituição do Porto a concluir que a taxa de sobrevivência nas intervenções efectuadas naquela instituição é inferior à internacional no primeiro e no quinto ano após transplante, mas superior no décimo. Fonte:Lusa [Fim de Notícia]

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