Os Deficientes das Forças Armadas reivindicam
Passados 33 anos do fim da Guerra Colonial os deficientes militares ainda aguardam pela resolução de alguns problemas, tais como a assistência médica e medicamentosa, na qualidade e celeridade na atribuição das ajudas técnicas (prótese/ortóteses), na marcação das consultas médicas e intervenções cirúrgicas, na desburocratização da obtenção dos cartões da ADM (Assistência na Doença aos Militares) e de DFA (Deficiente das Forças Armadas), no cálculo do abono e da prestação suplementar de invalidez, nos benefícios fiscais e na agilização dos processos de qualificação dos deficientes militares, nomeadamente os referentes ao stress de guerra e outras doenças.
Os cerca de 800 deficientes militares de todo o país, que amanhã vão convergir para o auditório do Colégio de São João de Brito, transportam consigo um sentimento de exigência de que o direito às reparações morais e materiais, pelo facto de terem cumprido o serviço militar obrigatório em situações de risco e perigosidade agravada, como foi o caso da Guerra Colonial, continua a ser um valor inquestionável e que nas matérias de política social constitui a “excepção das excepções e a prioridade das prioridades”.
Os deficientes militares consideram que urge encerrar o dossier da Guerra Colonial e que a sua situação não seja considerada um “fardo de solução biológica”, tal como aconteceu aos inválidos da I Guerra Mundial, que chegados ao 25 de Abril de 1974 se arrastavam numa indigência de pobreza e exclusão social.
Lisboa, 26 de Outubro de 2007.
Fonte:Associação dos Deficientes das Forças Armadas
[Fim de Notícia]
Direcção
Notícias »
Actualidade
29 /
10 /
2007 -
10 :
37