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Sempre aflita?

no dia 20 de Maio de 2009
Só em Portugal, calcula-se que cerca de seiscentas mil pessoas, maioritariamente mulheres, sofram de incontinência urinária. As idas frequentes à casa de banho e a aflição provocada pela urgência em urinar são alguns dos transtornos de quem vive refém da própria bexiga Por volta dos 60 anos, Luísa Nascimento começou a notar que estava a perder urina quando se ria, levantava pesos ou fazia algum esforço. Como achei que estava a piorar, decidi procurar um especialista para pedir ajuda, diz. Foi, então, numa das consultas que confirmou tratar-se de uma incontinência urinária de esforço. O médico informou-a que, à data, havia uma técnica cirúrgica capaz de resolver o problema. Na altura, adiei por mais algum tempo a intervenção pois a cirurgia era dispendiosa, informa. Mais tarde, decidiu submeter-se ao TVT (sigla inglesa que significa tension-free vaginal tape), uma técnica recomendada para o tratamento da incontinência urinária de esforço. Desde a operação, nunca mais teve perdas de urina. Casos de incontinência urinária de esforço devem-se à falência das estruturas de contenção, nomeadamente o esfíncter e todos os músculos de ligamentos que suportam a bexiga e a uretra, explica Paulo Dinis, presidente da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uroginecologia (APNUG). Há, ainda, outros quadros de incontinência, marcados pela vontade súbita e imprevisível de urinar. São as situações conhecidas por imperiosidade. Por norma, a bexiga distende, sem aumento de pressão, e esvazia de acordo com a nossa vontade, através de um mecanismo de comando do cérebro. Acontece que, por alteração desta cablagem, a bexiga pode contrair-se sem uma ordem expressa, provocando estes derrames espontâneos. Novos tratamentos A incontinência urinária continua a ser motivo de grande embaraço e perturbação. As pessoas tendem a esconder o assunto, ao invés de procurarem ajuda, porque associam a incontinência a um fatalismo da idade, adianta o urologista. Resultado? Apenas um quinto dos doentes afectados chegam a ser observados e tratados. Perante um primeiro episódio de perda de urina, o especialista aconselha o doente a procurar o seu médico assistente, já que, raramente, a incontinência desaparece espontaneamente. A primeira instância deve ser o médico de família, que distingue o tipo de incontinência urinária e indica qual a melhor abordagem terapêutica: Estas atitudes poderão ajudar uma percentagem enorme de doentes. E mesmo a fisioterapia, por si só, cura uma grande percentagem de doentes, assegura. Paulo Dinis diz que, perante as alternativas terapêuticas, não existe razão para sofrer em silêncio. Para situações de incontinência urinária de esforço, a técnica TVT tem uma taxa de sucesso que ronda os noventa por cento. Existem, porém, outros procedimentos menos invasivos que, com uma pequena incisão vaginal, sem outros orifícios ou incisões, resolvem o problema. Falamos de intervenções que envolvem o uso de pequenas redes (minislings) e que podem ser executadas em escassos minutos, refere o urologista: Este será, provavelmente, o procedimento da próxima geração. Falta-lhe, contudo, o teste do tempo já efectuado com a técnica de TVT e similares. Tratando-se de uma incontinência por imperiosidade, a grande novidade é a injecção de neurotoxinas na bexiga, nomeadamente a toxina botulínica. Com a administração desta substância, verifica-se uma anulação das contracções involuntárias e indesejadas do músculo da bexiga, que levam à imperiosidade e, consequentemente, à incontinência. Do lado de quem sofre A Associação de Doentes com Disfunção da Bexiga (ADDB) surgiu em 2008 e, desde essa data, tem levado a cabo campanhas de informação e sensibilização para a população. Lígia Almeida, responsável pela ADDB, diz que, para além de divulgar as patologias de disfunção urinária, é objectivo da associação promover a troca de experiências entre os doentes e os profissionais de saúde, de forma a melhorar a qualidade de vida de quem sofre com estes problemas. Ao longo deste ano, temos gasto algum tempo em aspectos formais de legalização, participámos em actividades de divulgação da associação e temos respondido pessoalmente a pedidos de ajuda que nos têm chegado de doentes de todo o país, conta. Nos planos a curto prazo, está a criação de um site informativo, onde os doentes também podem colocar questões e partilhar experiências. A associação trabalha em estreita colaboração com os urologistas e uroginecologistas. Mas, na nossa opinião, é crucial a existência de um trabalho conjunto entre urologistas e a medicina familiar, para uma maior sensibilização e formação dos profissionais dos cuidados de saúde primários. Acreditamos que o sistema de saúde proporcionará um melhor serviço aos doentes, orientando e encaminhando os casos que necessitem de apoio médico especializado. Entre as disfunções do tracto urinário, a responsável refere que a incontinência urinária, associada à cistite crónica e à chamada bexiga hiperactiva, tem sido relatada, em vários casos, como causa de desemprego e desagregação familiar. Isto é que não! || Em causa o acesso ao tratamento No país, cerca de trinta doentes têm diagnóstico confirmado de cistite intersticial (CI), uma doença crónica que se traduz por inflamação das paredes da bexiga, que provoca dores constantes e dificuldade em suster a micção. Susana Dias, 41 anos, é uma das pessoas que vivem com CI há mais de uma década: Há dias em que a dor nem sequer nos deixa sair de casa, desabafa. Até há alguns meses, o único medicamento existente para a CI conseguia minimizar o sofrimento físico de Susana Dias. Acontece que, por ter sido retirado do mercado, esta e outras doentes ficaram privadas do tratamento. O medicamento está disponível em Espanha e noutros países da Europa, mas deixou de estar acessível em Portugal. Susana Dias está revoltada com a situação e lamenta a falta de apoio. Por enquanto, a solução para estes doentes é deslocarem-se ao país vizinho para aceder a este tratamento: Quem não tem condições económicas para adquirir o fármaco em Espanha, vê a sua qualidade de vida muito limitada. Só quem tem CI é que percebe o sofrimento que esta doença causa. Fonte:Açoriano Oriental [Fim de Notícia]

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