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Alzheimer:

no dia 18 de Janeiro de 2011
A eurodeputada portuguesa Marisa Matias, autora do relatório do Parlamento Europeu sobre a iniciativa europeia em matéria de Alzheimer, diz que "não é compreensível" que o investimento na investigação desta doença seja atualmente "tão curto" na União Europeia. Não nos podemos esquecer que o número de pessoas que sofrem de Alzheimer e outras demências está a aumentar dramaticamente na União Europeia (UE), que conta com quase 10 milhões de pessoas diagnosticadas, cerca de um terço dos casos diagnosticados em todo o mundo, apontou a deputada eleita pelo Bloco de Esquerda (BE), em declarações à agência Lusa. Tratando-se de uma doença que se receia que seja bastante sub-diagnosticada em Portugal o número de pessoas diagnosticadas ronda as 100 mil, mas o número real poderá ser muito superior e que se estima que duplique nos próximos 20 anos, Marisa Matias considera que, claramente, a doença de Alzheimer não tem o destaque nem o investimento necessários, sendo altura de inverter a situação e de haver mais ação a nível da UE. Marisa Matias falava na véspera de o hemiciclo de Estrasburgo debater o seu relatório que irá a votos na quarta-feira -, que enunciará as recomendações do Parlamento Europeu sobre a iniciativa europeia em curso. Uma das recomendações que deverá sair de Estrasburgo é um reforço da cooperação e a coordenação dos esforços de investigação clínica e que promova a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a prestação de cuidados aos doentes. Além de um maior investimento na investigação, muito curto a comparar com outras áreas, atendendo até a que se trata de uma doença cujas causas são ainda desconhecidas, o relatório defende a implementação de planos nacionais de ação, atualmente existentes apenas numa mão cheia de países, aponta Marisa Matias. Em Portugal, só agora se está a iniciar a preparação de um plano nacional de ação, após muita pressão por parte das associações de doentes e muitos anos de discussão, indicou. Para a eurodeputada, apenas se todos os países tiverem planos de ação será possível desenvolver uma verdadeira política europeia, para já impossível dadas as tremendas desigualdades entre os Estados-membros e dentro dos Estados-membros. O relatório propõe, por exemplo, a criação de centros especializados nos Estados-membros e o intercâmbio de melhores práticas no domínio da investigação destas doenças, visando reduzir as desigualdades existentes entre os Estados-membros e no interior de cada país em matéria de diagnóstico e tratamento. Marisa Matias salienta, de resto, os enormes custos sociais da doença, pois o que se passa atualmente é que, ainda que alguns hospitais tenham serviços especializados, depois não há condições para tratar dessas pessoas, que acabam invariavelmente por ficar em centros de dia quando os familiares têm recursos, mas também esta não é a solução ideal, dada a falta de formação dos profissionais ou, na maior parte dos casos, em casa. Estima-se que por cada pessoa numa fase avançada da doença sejam necessárias três pessoas para a acompanhar 24 horas por dia, indicou, justificando assim o fenómeno de muitas pessoas, sobretudo mulheres, serem forçadas a deixar de trabalhar, em idade ativa, para prestar assistência. Defendendo assim a igualdade no acesso ao tratamento e a oferta de serviços adequados, Marisa Matias aponta, por fim, um aspeto ao qual diz ter dado pessoalmente muito ênfase no seu relatório: a dignidade e direitos dos pacientes com Alzheimer e outras doenças demenciais, assim como das pessoas próximas, já que hoje "há um estigma social enorme" em torno da doença. Fonte:Lusa/Sapo [Fim de Notícia]

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